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365 - Letras e Músicas

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Anos 70

Nos anos 70, no solo brasileiro O governo enganava o povo com palavras vazias Palavras vazias... Dizia maravilhas, prometia alegrias E o povo enganado a tudo assitia Brasil! Brasil! Ame ou deixe-o Na sua demagogia, ele se esquecia Que o povo lá de cima cumpria a sua sina Pois eram

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Peter

O sol da Jamaica está triste outra vez Solidão de quem ficou O vento sopra frio e trás esta canção Trás esta canção que fala de uma luz que se apagou Uma luz que se apagou É díficil acreditar A estupidez mais uma vez venceu Acabaram com sua

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São Paulo

Tem dias que eu digo "não" Inverno no meu coração Meu mundo está em tua mão Frio e garôa na escuridão... Sem São Paulo O meu dono é a solidão Diga "sim" Que eu digo "não"...(2x) Tem dias que eu digo "não" Inverno no meu coração Meu mundo está em tua

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Só Armas Não Fazem a Revolução

Somos filhos de uma era Sem rosto sem coração Sentimento gelado Sem emoção O mundo se perdeu no ar Sem identidade sem história O ogulho já não existe mais Foi apagado da memória Um ser humano amarrado Em cima do muro Flores não vencem canhão Só armas não fazem a revolução A revolução Não

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Manhã De Domingo

Tão perto num instante No outro não está mais Agora tão distante Onde está Um sorriso jamais A chuva caindo Manhã de domingo O que é que há? O que aconteceu? Tão perto das estrelas Onde os astros Devem estar Agora tão distante Onde está? Um sorriso jamais A chuva caindo Manhã de domingo O que é que

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Way Of Life

Cidadãos do mundo Da civilização Em menos de um segundo Uma arma na mão Guerra e paz Way of life Filhos da miséria De joelhos no chão Se a coisa fica séria Ele repete o refrão Guerra e Paz Way of Life

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Grândola Vila Morena

Grândola, Vila Morena Terra da Fraternidade O povo é quem mais ordena Dentro de ti, ó cidade Em cada esquina, um amigo Em cada rosto, a igualdade O povo é quem mais ordena Dentro de ti, ó cidade Dentro de ti, ó cidade Juro em ter a companheira `A sombra de

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Nós somos a massa

Um dia você vai encontrar Uma maneira de notar Que as coisas não são bem assim Vamos cravar os pés no chão Que o mundo roda sem parar Nós somos a massa! Já estou cansado de aguentar Toda essa gente a me pisar Poucos com muito Muitos sem nada Nós somos

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Berço Esplêndido

Virar as costas para o mundo e morrer em um segundo ressucitar ao som do mar e a luz do céu profundo São cenas de um novo país coisas que eu nunca quis quero atravessar a nação mas meus pés não estão no chão Meus olhos não vão chorar nem

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31 de Março

Lembra-se das velhas canções Escondidas nos sons Que a vida ensinou? Crianças com bandeiras Por semanas inteiras Saudavam os donos da nação Quando o hino tocava O corpo se arrepiava Quantos arrepios em vão Era feriado Na pátria sem pecado Na terra de nosso senhor Nos dias de outono Os meninos com sono Marchavam sem

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Amor e Ódio

Ainda me lembro daquele episódio de amor e ódio A fantasia na teoria, amor e ódio Eu te amava, eu te odiava, esqueci tudo que eu sabia Eu só queria te esquecer Enlouqueci e já não sei quem sou Amor ódio Um cigarro, uma cerveja Talvez faça com que

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Dança das Mãos

Outra vez está onde os passos fingem não saber andar Se eu escuto uma música pra me me fazer dançar Eu não danço eu penso que escuto outros pés Eu me canso da dança que outros dançam com meus pés E minhas mãos vão cantar Outra

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Canção do Mar

Fui bailar no meu batel Além do mar cruel E o mar bramindo Diz que eu fui roubar A luz sem par Do teu olhar tão lindo Vem saber se o mar terá razão Vem cá ver bailar meu coração Se eu bailar no meu batel Não vou ao mar

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Canção Para Marchar

Olhares distantes, cabeça a pensar. Luzes no céu não pode alcançar. Jovens nas ruas começam a marchar. Tiros no escuro a algo no ar. Há uma nova canção, que está no ar. A luz que desceu cegou seu olhar. Agora seu rumo não eh fácil de achar. Saiu

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Soneto Desertado

Até um cidadão mais brasileiro Da pátria amada ufano mais paulista Isenta o bandeirante mais bairrista E só cosmopolita mais caseiro Ninguém é universal o tempo inteiro Errante minha bússola equidista Do inferno nordestino ao céu sulista Nem astronauta eu sou Nem marinheiro Turista só desfruta da viagem por causa

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Aquela que faltava (Hoje eu vou)

Disse Adeus para as paredes foi pra rua e sorriu. Abriu os braços e cantou bem alto, mas ninguém ouviu. Eu, Hoje eu vooou Hoje eu vou Eu sou um passáro cantando num fio de alta tesão Deixa pra depois se me puser a mão morremos nós dois. Era inverno mas o

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Tietê

Alguem sonhou que a cidade ia afundar Alguém falou que eu devia me confessar Me arrepender de toda a sujeira Que este rio levou pro Brasil Virar as costas pro mar Não se pode perdoar Pecado paulista Tem dias que tudo desafina Tem noites que eu não sei cantar Então

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África

África onde você está Onde você foi? África, África do Sul Violência na rua Preconceito racial Qual o destino, na África, África do Sul Pobreza humana Lixo social Qual o destino, na África, África do Sul Eu não sei Mais o que dizer Qual o caminho Sem se perder Qual a razão Disso tudo Qual o

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Nunca Mais Seremos Os Mesmos

Diga adeus aos deuses Olhe pras estrelas Não pense nos seres Que não podem vê-las Frases sem firmeza Tempos de tristeza Discursar no escuro Por cima do muro Nunca Sempre Nunca mais Vida Morte Vai em paz

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Fúria

Chore a perda do seu grande amor Reze sempre pro seu salvador Eu não sigo mais o teu caminho Minha fúria é o meu espinho Quando o povo um dia te esquecer E a miséria te quiser vencer A ferida estará exposta E a polícia estará de costas O