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Almir Sater - Letras e Músicas

Almir Sater

Tocando Em Frente

Ando devagar Porque já tive pressa E levo esse sorriso Porque já chorei demais Hoje me sinto mais forte Mais feliz, quem sabe Só levo a certeza De que muito pouco sei Ou nada sei Conhecer as manhas E as manhãs O sabor das massas E das maçãs É preciso amor Pra poder pulsar É preciso

Almir Sater

A Saudade É Uma Estrada Longa

A saudade é uma estrada longa Que começa e não tem mais fim Suas léguas dão volta ao mundo Mas não voltam por onde vim A saudade é um estrada longa Que começa e não tem mais fim Cada dia tem mais distâncias Afastando você de mim Tantas foram

Almir Sater

Chalana

Lá vai uma chalana Bem longe se vai Navegando no remanso Do rio Paraguai Oh! Chalana sem querer Tu aumentas minha dor Nessas águas tão serenas Vai levando meu amor Oh! Chalana sem querer Tu aumentas minha dor Nessas águas tão serenas Vai levando meu amor E assim ela se foi Nem de mim

Almir Sater

Mês de Maio

Azul do céu brilhou E o mês de maio, enfim chegou Olhos vão se abrir, pra tanta cor É mês de maio, a vida tem seu esplendor A luz do sol entrou Pela janela e convidou Pra tarde tão bela, e sem calor É mês de maio, saio

Almir Sater

Meiga Senhorita

Meiga Senhorita Minha meiga senhorita, eu nunca pude lhe dizer Você jamais me perguntou de onde venho e pra onde vou De onde eu venho não importa pois já passou O que importa é saber pra onde vou Minha meiga senhorita o que eu tenho é

Almir Sater

Tristeza do Jeca

Nestes versos tão singelos Minha bela, meu amor Prá você quero contar O meu sofrer e a minha dor Eu sou como o sabiá Quando canta é só tristeza Desde o galho onde ele está Nesta viola eu canto e gemo de verdade Cada toada representa uma saudade Eu nasci

Almir Sater

Trem do Pantanal

Enquanto este velho trem atravessa o pantanal As estrelas do cruzeiro fazem um sinal De que este é o melhor caminho Pra quem é como eu, mais um fugitivo da guerra Enquanto este velho trem atravessa o pantanal O povo lá em casa espera que eu

Almir Sater

Juro (part. Renato Teixeira)

Serei sincero e calmo Puro e sereno, eu juro Serei leal e companheiro Construiremos juntos Viajaremos sempre Eu lhe darei muitos presentes Eu te prometo docemente O meu amor, meu bem querer Quero estar com você Na alegria e no prazer Se vier à escuridão Nós então nos daremos as mãos E parceiros

Almir Sater

Um Violeiro Toca

Quando uma estrela cai no escurão da noite E um violeiro toca suas mágoas Então os "óio" dos bichos vão ficando iluminados Rebrilham neles estrelas de um sertão enluarado Quando o amor termina, perdido numa esquina E um violeiro toca sua sina Então os "óio" dos bichos

Almir Sater

Cuitelinho

Cheguei na beira do porto onde as ondas se 'espaia' As 'garça' da meia-volta e senta na beira da praia E o cuitelinho não gosta, que o botão de rosa caia Ai quando eu vim da minha terra despedir da 'parentaia' Eu entrei no Mato

Almir Sater

Comitiva Esperança

Nossa viagem não é ligeira, ninguém tem pressa de chegar A nossa estrada, é boiadeira, não interessa onde vai dar Onde a Comitiva Esperança, chega já começa a festança Através do Rio Negro, Nhecolândia e Paiaguás Vai descendo o Piqueri, o São Lourenço e o

Almir Sater

Beijinho Doce

Que beijinho doce Que ela tem Depois que beijei ela Nunca mais amei ninguém (Refrão) Que beijinho doce Foi ela quem trouxe De longe pra mim Se me abraça apertado Suspira dobrado Que amor sem fim Coração que manda Quando a gente ama Se estou junto dela Sem dar um beijinho Coração reclama (Refrão)

Almir Sater

Peão

Diga você me conhece Eu já fui boiadeiro Conheço essas trilhas Quilômetro, milhas Que vem e que vão Pelo alto sertão Que agora se chama Não mais de sertão Mas de terra vendida Civilização Ventos que arrombam janelas E arrancam porteiras Espora de prata riscando as fronteiras Selei meu cavalo Matula no fardo Andando ligeiro Um abraço

Almir Sater

Mochileira

Mochileira deite comigo essa noite E conte aquela boa velha história De como as noites são claras em Machu Pichu E os dias dourados na Califórnia Moça eu não vou precisar ler na sua mão Pra saber que você não vai voltar Pra vida maluca das pessoas Do

Almir Sater

Cabecinha No Ombro

Encosta a sua cabecinha no meu ombro e chora... E conta logo suas mágoas todas para mim Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora Que não vai embora Que não vai embora Quem chora no meu ombro eu juro que não vai

Almir Sater

Rio de Lágrimas

O rio de Piracicaba Vai jogar água pra fora Quando chegar a água Dos olhos de alguém que chora Mas quando chegar a água Dos olhos de alguém que chora Lá no bairro onde eu moro Só existe uma nascente A nascente é dos meus olhos Já formou água corrente Pertinho

Almir Sater

Amanheceu, Peguei a Viola

Amanheceu, peguei a viola botei na sacola e fui viajar Sou cantador e tudo nesse mundo, vale pra que eu cante e possa praticar. A minha arte sapateia as cordas E esse povo gosta de me ouvir cantar. Amanheceu, peguei a viola botei na sacola e

Almir Sater

Vida Bela Vida

Intenções, orações, aflições, vamos repartir Pensando bem, quantos sonhos deixamos pra tras Outros porém, nós tornamos reais Vida bela linda vida, só quero viver Muito tempo ainda, junto com você Deve existir, um motivo pra continuar Aonde ir, ou pra onde voltar, Indecisões, com o tempo só vem

Almir Sater

Romaria

E de sonho e de pó O destino de um só feito eu perdido em pensamentos sobre o meu cavalo É de laço e de nó De gibeira ou jiló dessa vida cumprida a só Sou caipira pirapora nossa Senhora de Aparecida Que ilumina a mina escura e funda o trem

Almir Sater

No Rastro da Lua Cheia

No quintal lá de casa Passava um pequeno rio Que descia lá da serra Ligeiro escorregadio A agua era cristalina Que dava pra ver o chão Ia cortando a floresta Na direção do sertão Lembrança ainda me resta Guardada no coração... E tudo era azul celeste Brasileiro cor de anil Nem bem começava