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Regional - Letras e Músicas

Os Serranos

Tordilho Negro

Correu notícias de um gaúcho Lá da estância do paredão Tinha um cavalo tordilho negro Foi mal domado ficou redomão Este gaúcho dono do pingo Desafiava qualquer peão Dava o tordilho negro de presente Prá quem montasse sem cair no chão Eu fui criado na lida de campo Não acredito

Os Monarcas

O Gaucho e o Cavalo

Me cansei de patacoadas E fandango sem rodeios Tardes de falsos campeiros E montão contra o confreio Chega de brutalidades De rasgar cavalo ao meio Porque cavalo e gaúcho Desta pátria são esteio Quem sou eu sem meu cavalo O que será dele sem mim Talvez dois seres perdidos A vagar pelo

Quarteto Coração de Potro

Rastros e Saudades

Ao sentir o pé no estribo, meu tordilho estremeceu; Meu coração fica aí, quem parte agora sou eu. Me alcança um mate de estribo, minha prenda, eu não demoro. A tropear me vou gritando, pra que não vejam que choro! Entre o campo e o

Wilson Paim

Conselhos

Filho, sou teu pai, sou teu amigo, por isso escuta o que eu digo, minha experiência é quem fala. Melhor aprende o que cala, e ouve com atenção. Este destino de peão, não te vou deixar de herança, porque me sobra esperança, de ver-te um dia patrão. Filho,meu velho também

Xiru Missioneiro

Tando Mais Ou Menos Tá Louco De Bom

Tando Mais Ou Menos Tá Louco De Bom Tando mais ou menos tá louco de bom Por que a cosa nunca teve do jeito que tá Se dá pra ir levando no modo regular Total, bem bom não vai ficar. Se ainda semo dono do nosso

Os Serranos

Lembranças

Quando as almas perdidas se encontram Machucadas pelo desprazer Um aceno, um riso apenas Dá vontade da gente viver São os velhos mistérios da vida Rebenqueados pelo dia a dia Já cansados de tanta tristeza Vão em busca de nova alegria. Já cansados de tanta tristeza Vão em busca de

Quim Barreiros

Os Bichos da Fazenda

Menina, como é que vais? Que prazer, dá cá um beijo E a família lá em casa? Há muito que eu não os vejo E os animais lá da quinta Conta-me como é que vai A égua da tua mãe e o cavalo do teu pai A égua

Quarteto Coração de Potro

Uma Certa Tropilha

Eu queria um chamamé, mas o chamamé não veio pensei em trança uma polca e ela virou os arreio fui talhando no bordão pra molda uma chamarrita sai entre uma vaneira e uma chamarra bonita Me pulou por desconfiada uma valsita morena que me agradei do

Xangai

Natureza

É o céu uma abóbada aureolada Rodeada de gases venenosos Radiantes planetas luminosos Gravidade na cósmica camada Galáxia também hidrogenada Como é lindo o espaço azul-turquesa E o sol fulgurante tocha acesa Flamejando sem pausa e sem escala Quem de nós pensaria apagá-la Só o santo doutor da natureza De tais

Xiru Missioneiro

Oração de Gaúcho

De manhã quando levanto Que firmo meus pés no chão Elevo meu pensamento E faço minha oração Agradecendo ao senhor Por me dar inspiração E ter-me feito um poeta Defensor da tradição (obrigado senhor pelo ar e pela luz Pela fé e pela cruz Que carrego com paciência Por minha voz, por

Os Monarcas

Chimarrão

(Eu quero um chima, um chima chimarrão Bis Pra matar a sede, da tradição) Chimarrão lá na cozinha É de relacionamento Bis Pra cevar o pai da moça A consentir o casamento ( )Int.( ) /Chimarrão já é gostoso Mais gostoso ainda fica Bis Se é cevado e servido Por mão de moça bonita/ (

Quim Barreiros

O peixe

O peixe é um alimento que todos devemos comer Ao almoço, ao jantar e ajuda a emagrecer. seja grande ou pequeno coma peixe a miude Fino grosso achatado comer peixe dá saude. Sardinha robalo cherne carapau atum ou pescada Linguado faneca pargo salmão truta, peixe espada O

Wilson Paim

Parabéns Crioulo

Parabéns, Parabéns saúde e felicidade Que tu colhas sempre todo o dia Paz e alegria na lavoura da amizade Que Deus velho te conceda Com sua benevolência Muitas e muitas campereadas Na envernada da existência Parabéns, Parabéns saúde e felicidade Que tu colhas sempre todo o dia Paz e alegria

Xangai

Violêro

Vô cantá no canturi primero as coisa lá da minha mudernage qui mi fizero errante e violêro eu falo séro i num é vadiage i pra você qui agora está mi ôvino juro inté pelo Santo Minino Vige Maria qui ôve o qui eu digo si fô mintira

Os Serranos

De Chão Batido

Em xucras bailantas de fundo de campo O fole e tranco vão acolherados O índio bombeia pro taco da bota E o destino galopa num sonho aporreado Polvadeira levanta entre o sarandeio E é lindo o rodeio de chinas bonitas Quem tem lida dura e a ideia

Os Monarcas

Aquerenciado

Embarquei no sonho de mocito Sofrenei a ância de voltar Parti pela manhã a galopito Não olhei pra trás, pra não chorar Cascos de poeira pela estrada Rumo indefinido onde chegar Ficou para trás a minha amada Com vertentes d'água no olhar (Aquerenciado não adianta ir embora Pois o pensamento

Quarteto Coração de Potro

Morena, Baila Comigo

Morena, baila comigo Suspira o floreio manso, de um rasguido que se estende Junta o que fica e o que vai rumo ao clamor desta farra Aquerenciando o balanço gracioso pra quem compreende Que a escaramuça que me atrai tem requintes de guitarra Assim canta o

Wilson Paim

Um canto de amor apenas

Nas tardes quentes de verão no pago quando à sombra mansa da figueira sentas Eu vou levar-te para amar no rancho com a força bruta de dez mil tormentas Nas noites frias em que tu te inquietas com o vento intruso que a

Xiru Missioneiro

Casa Das Tias

Minha mulher foi embora e me deixou sozinho Tive que arrumar outra para o seu lugar Fui acendendo vela pra tudo que é santo Apelei pra macumba e o saravá Livros de auto-ajuda não adiantaram Então fui conversar com um amigo meu Entrega pra jesus o teu

Os Serranos

Bailanta do Tibúrcio

Vou contar de uma bailanta que existiu no meu pontão Indiada do queixo roxo que nunca froxou o garrão Vinho curtido em barril e cachaça de borrachão Os gaiteiros que eram buenos davam a mostra do pano O Carlito e o Dezidério o Felicio e

Quim Barreiros

Quero Cheirar Teu Bacalhau

Quero cheirar teu bacalhau, maria Quero cheirar teu bacalhau, Mariazinha deixa-me ir à cozinha Deixa-me ir à cozinha Pra cheirar teu bacalhau Quero cheirar teu bacalhau, maria Quero cheirar teu bacalhau, Mariazinha deixa-me ir à cozinha Deixa-me ir à cozinha Pra cheirar teu bacalhau Teu bacalhau é mesmo uma beleza És a

Quarteto Coração de Potro

Onde Um Guacho Dobra Os Punho

Dom miraldo estende o braço e arma o laço com perícia Manda que assustem do fundo só pra determe no mundo pra o osco que tem malícia Dom miraldo peala lindo e rindo estende a bolcada Revela pra o castrador que a ciência do

Xangai

Galope À Beira-mar Soletrado

No ma-ti-nal a me-ren-da re-co-men-da ser só fru-gal pas-ta den-tal de es-co-var de-ve la-var com co-li-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar Não dei-xe o in-tes-ti-no fi-car fi-no que só fei-xe co-ma pei-xe no pa-la-dar um ca-la-mar es-ca-lo-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar Um ex-em-plo de gi-gan-te ru-mi-nan-te um ca-me-lo pa-ta pe-lo ru-di-men-tar pa-ra ma-tar se-re-le-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar Es-car-la-te tan-ge-ri-na vi-ta-mi-na no to-ma-te a-ba-ca-te ver-de po-mar pa-ra cor-tar tos-se gri-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar Um re-gi-me de ver-da-de li-ber-da-de é seu ti-me é su-bli-me ser po-pu-lar par-la-men-tar par-ti-ci-pe no ga-lo-pe da

Os Monarcas

Vaneira Grossa

Essa vaneira é antiga E vem da fronteira O autor não se sabe Mas é de primeira Me toque a vaneira grossa Me apinchou na sala Num trote de guapo A gaitita me embala E não existe mais grossa que essa vanera Na manhã de ganso Vou na polvadeira Menina dance comigo Que

Quim Barreiros

Coisa

As mulheres têm uma coisa que o homem sempre quer Eu conheço essa coisa pelo jeito da mulher As mulheres têm uma coisa que o homem sempre quer Eu conheço essa coisa, ai, ai, ai...pelo jeito da mulher Mulher baixinha tem a coisa miudinha A mulher alta

Wilson Paim

Trem de lata

Uma velha ferradura pendurada Feito o sino dá licença na estação Pra que o velho trem de lata em disparada Chegue a tempo no outro lado do galpão Orelhano não tem marca registrada E o seu trilho é o próprio rastro pelo chão Lá no cocho das

Xangai

Pequenina

São tão claros os presságios e os encontros dessa vida Quando as partes combinadas surgem numa mesma estrada E na dimensão dos sonhos sobre a sombra das palavras É que eu mando um abraço pra ti pequenina Flor vermelha tão cheirosa, tão bonita e amorosa Onde a essência dessa estória paira plena

Os Serranos

Mercedita

Que dulce encanto tienen Tus recuerdos mercedita Aromada, florecida Amor mio de una vez La conocí en el campo Allá muy lejos una tarde Donde crecen los trigales Provincia de Santa Fe Y así nació nuestro querer Con ilusión, con mucha fe Pero no se porque la flor Se marchitó y muriendo

Os Monarcas

Vai Que Vai

Vanera que me larga pela sala E essa gaita quase fala Nesse fole, nesse vai e vem Vai que vai, Vem que vem, Dançando com meu bem Olha o tipo do gaiteiro A corcovear Animando esse entrevero Sem parar Nesse toque madrugueiro Vou dançar Com a china mais bonita do lugar Eu te pego

Quarteto Coração de Potro

Tô de Volta, Chamarrita

Chamarrita, chamarrita, diz pra ela que eu voltei Venho com a alma empoeirada das lonjuras que cruzei Trago os arreios judiados e as cordas que arrebentei Lidando com a potrada que pra o serviço domei Só não pude ‘tirᒠas baldas da saudade que aporriei Chamarrita,

Wilson Paim

Valsa da Prenda Jovem

A cortina da vida se abre Desabrocha uma flor em botão Um sorriso estampado em teu rosto Enfeitando o visual do salão Tens a essência da simples cidade E o futuro na luz de um olhar Flor rainha desta primavera Que o setembro se põe a espiar (Refrão) Prenda Jovem,

Xiru Missioneiro

Casal de Louco

Eu fui sem sorte com a minha china Por ser bonita me encambichei nela Faceira e disposta pitel de menina Vi desfilando numa passarela Falei pra ela vou alevantar um rancho Socado a garrão que é pra nós morá Já logo tu aprende cantar e tocá gaita E

Os Serranos

Céu Sol Sul

Eu quero andar nas coxilhas Sentindo as flechilhas das ervas do chão Ter os pés roseteado de campo Ficar mais trigueiro como o sol de verão Fazer versos cantando As belezas dessa natureza sem par E mostrar para quem quiser ver Um lugar pra viver sem chorar É o

Quim Barreiros

Casamento Gay

Os politicos votaram, o casamento gay Nem todos estão de acordo com a aprovação da lei O zézinho paneleiro, casou com o manel das tricas Convidaram a familia, amigos e os maricas. Um casamento panasca, com muita animação, Os larilas beijavam-se numa grande confusão, Depois da cerimónia,

Quarteto Coração de Potro

Não Era Pra Ser

Foram três luas manunciando potros E nem sinal de se entregar pras cordas O olhar de mal meio fresteando a franja coiceando a sombra desde o sol acorda era um sereno nas manhãs de maio de quando um bufo despertava a cena falsa quietude atada ao palanque imagem

Xangai

Meu Cariri

No meu cariri Quando a chuva não vem Não fica lá ninguém Somente Deus ajuda Se não vier do céu Chuva que nos acuda Macambira morre Xiquexique seca Jiriti se muda Se meu Deus der um jeito De chover todo ano Se acaba o desengano A meu viver lá é certo No meu cariri Pode

Os Monarcas

Xote Laranjeira

Mas deixa estar que eu vou-me embora Eu vou voltar pro meu rincão Pra beber água dos teus olhos Sangue do teu coração Mas deixa estar que eu vou-me embora Eu vou voltar pro meu rincão Que é pra comer churrasco gordo E tomar mate chimarrão Mas deixa estar

Quim Barreiros

Tema de Vilma

A mão desenhando, um rosto querido É Vilma sonhando... Os passos perdidos, na rua deserta É Vilma sonhando... A névoa na mente, sorriso no rosto É Vilma sonhando... Um país distante, nasceu do delírio Lá tudo é possível... As horas vazias, são cheias de tédio E sem alegrias... Mas Vilma consegue,

Wilson Paim

Compondo Caminhos

Tentei ser dono de meu universo Andei disperso só pensando em mim Buscava alegrias, prazer, diversão Mas insano e triste beirava meu fim Arruinei família, trabalho e moral E a boa amizade também se perdeu Só quem passou por essa experiência Sabe o que é a droga e

Xiru Missioneiro

Corpo Esgualepado

Cada dia que passa parceiro Meu corpo véio me dá uma sintoma Resquícios de uma vida bruta De tropiada, de esquila e de doma O corcova de bagual criado E manotaço de égua redomona E o cansaço que hoje me governa O reumatismo me entrevando as perna É o

Os Serranos

Eu Sou do Sul

Eu sou do sul, sou do sul É só olhar pra ver que eu sou do sul, sou do sul A minha terra tem um céu azul, céu azul É só olhar e ver Eu sou do sul É só olhar pra ver que eu sou

Os Monarcas

De bota nova

De bota nova tô chegando pro baile companheiro que o tranco fandangueiro me chamou para bailar na sala bem lisinha quero fazer um estrago depois de toma uns trago me vou pra lá e pra cá Não quero nem noticia da lida de mangueira quando escuto

Quarteto Coração de Potro

Florir Das Açucenas

Em teu olhar o azul do céu. Riso de jardim florido. Tenho ganas de ser vento, Pra acariciar teu vestido. Tenho ânsias veraneiras, Em teus lábios de pitanga; De ser água cristalina A te banhar lá na sanga. Quisera eu ser o sol No florir das açucenas, Para bronzear lentamente Todo teu

Wilson Paim

Retorno

Subi a serra castigado pela sede De reencontrar minhas raízes de além mar Para adoçar o gosto amargo da distância Matar a ânsia sufocante de voltar Mirando o rio que me fascina desde a infância Acariciado pela brisa da manhã Passei a ponte ouvindo o ruído das

Xiru Missioneiro

Lamento de Cantador

Voltei no meu pago pra pisar na grama Cheirar o campo do legoamirim Rever o rastro da carreta grande Nem tocas o rimo no pé de cupim Encher a pipa na fonte nativa Caminhar por cima da taipa do açude Fazer aquilo que eu já tinha feito E

Os Serranos

Tertúlia

Uma chamarra uma fogueira Uma chinoca uma chaleira Uma saudade, um mate amargo E a peonada repassando o trago Noite cheirando a querência Nas tertúlias do meu pago. (REFRÃO) Tertúlia é o eco das vozes perdidas no campo afora Cantiga brotando livre novo prenúncio de aurora É rima sem

Quim Barreiros

O melhor dia pra casar

INSTRUMENTAL Qual é o melhor dia p'ra casar Sem sofrer nenhum desgosto O trinta e um de Julho, Porque depois entra Agosto. Qual é o melhor dia p'ra casar Sem sofrer nenhum desgosto O trinta e um de Julho, Porque depois entra Agosto. Seja viúva ou solteira Ou até divorciado Casar é

Quarteto Coração de Potro

De Semear e Germinar

Para tudo tem o tempo de semear e germinar Não se pode contrariar o tempo Pois há um preço a se pagar A natureza perpetua a vida, mas o tempo é quem da o tempero A estrada encartucha a tropa Não há culatra sem madrinheiro As gerações

Xangai

O Bolero de Isabel

É um nó dado por São Pedro Desarrochado por São Cosme e Damião É u'a paixão, é a sensação de um repente Igual ao quente do miolo do vulcão Quer ver o bom, é o aguado quando leva açúcar É ter a cuca açucarada num beijo

Os Monarcas

Sonhando na Vaneira

Hoje é dia de surungo lá no rancho da tia Nena Já passei água de cheiro e glostora nas melenas Chego a trote bem garboso arrastando minhas esporas No corcovear da vaneira vou bailar a noite inteira Até o romper da aurora (Quando eu entro num

Quim Barreiros

O Brioche da Sofia

Está na moda o pão quente de pastelaria conheço uma que trabalha todo o dia é incrivél os fregueses fazem fila para comer o brioche da sofia Outros pedem pão com chocolate croissant salgadinhos ou queijadas pastel de nata bolinhas de berlim e a cristina é perita em

Wilson Paim

Xote da Amizade

É preciso dar a mão Tem que se cumprimentar, Mas depois de ser amigo Não pode o coração negar É preciso dar a mão Tem que se cumprimentar, Mas depois de ser amigo Não pode o coração negar Se tropeça numa pedra Se tropeça numa rua Tropecei na minha estrada Tropecei até

Xiru Missioneiro

Isso É Pra Acabar Com o Cheque do Leite

O Rudi foi na cidade fazer rancho pro piazito Mas caiu na tentação e se foi pro chinaredo Se chegou muito faceiro, já chamou uma bonitinha Vem sentar aqui no meu perna, já traz uma geladinha A morena era bonita, destas de assombrar o palhaço Tirou

Os Serranos

Canto Alegretense

Não me perguntes onde fica o Alegrete Segue o rumo do teu próprio coração Cruzarás pela estrada algum ginete E ouvirás toque de gaita e violão Prá quem chega de Rosário ao fim da tarde Ou quem vem de Uruguaiana de manhã Tem o sol como uma

Os Monarcas

Tirando Meu Chapéu Pra Deus

Nasci campeiro, galopeando a alma xucra. Razão gaúcha flecoteada pelo campo Quando se fala em quatro patas de cavalo Com voz de galo vem timbrando os pirilampos Em cada rédea, cada cisma em cada aurora Um par de esporas, é a geografia das paletas Que traz no

Quarteto Coração de Potro

frente ao teu grito de forma

De caixo atado troteia firme o meu mouro Luzindo a estampa de pingo dos meus arreios Me balanceio e tenteio do estrivo a outro Rumo ao povoado no reponte deste anseio. Meu mouro pampa que se embala nas ponteadas Masca o bocal com jeito de redomão Se

Xangai

Abc do Preguiçoso

Marido se alevanta e vai armá um mundé Prá pegá uma paca gorda prá nóis cumê um sarapaté Aroeira é pau pesado num é minha véia Cai e machuca meu pé e ai d´eu sodade Marido se alevanta e vai na casa da tua avó

Xiru Missioneiro

Não Fale o Nome Dela

Não falem o nome dela perto de mim Não falem porque senão eu choro de novo Estou sofrendo por uma mulher Que judia de mim O que eu sinto por ela está chegando ao fim Meu coração está num sufoco Só eu que sei a dor e

Os Serranos

Iguaria Campeira

Ao lonquear a carne gorda num churrasco mal passado dou um tombo na farinha pra enxugar o sangue escaldado oigalê bóia campeira prá um estradeiro estropiado no engraxar do bigode golpeio a guampa de canha dando um tempero especial às refeições da campanha. Vamo encostando a carreta talhando espeto em taquara campeio a

Quim Barreiros

O Pito Mau

Fui bricar prá casa da minha avozinha deu-me muitos beijos comi a sopinha fui para o jardim vi uma galinha tinha muitos pitos á sua voltinha Mas havia um pito que era muito mau deu muitas bicadas nos tomates do quintao os tomates com um pau foram

Quarteto Coração de Potro

Folcloreando

Não venho de muito perto E pra bem longe é que vou Eu chego quando anoitece Quando amanhece não estou Quem tem lado é boi de canga E alpargata é quem não tem Às vez eu tenho de sobra E volta e meia eu ando sem Pras manhãs de

Xangai

Pisa Manero

Pisa no chão, pisa manero Quem não pode com a formiga Não assanha formigueiro Pisa manero, pisa devagar Pisa de mansinho Pra num assanhar Eu vou falar da formiga, formigazinha Formigueiro na cozinha Formiga preta não é sararazinha É uma pequenininha Morde e queima pra danar Segura a língua Num deixa a língua

Os Monarcas

Brasil De Bombacha

"Após muito tempo guardando Os limites do Sul do Brasil O gaúcho migrou para o Norte E do Norte mudou o perfil Deixou para traz a campanha E a beleza dos campos dourados E se foi a buscar nova vida Numa terra de mato fechado Este é o Brasil

Quim Barreiros

São João

Entrai aqui rapaziada Pega aqui na minha mão Vamos animar a festa Hoje é noite de São João Santo António disse São Pedro confirmou Tu vais ser o meu amor Que São João mandou A fogueira está a queimar Vamos soltar o balão E depois da brincadeira Damos vivas a São João Entrai

Wilson Paim

Te Amo

Que Será Que Eu Vou Fazer Pra Não Ficar Na Solidão Já Não Consigo Mais Viver Assim, Eu Te Quero Sempre Junto A Mim A Distância Que Me Afasta Dos Teus Braços, Me Deixa Assim Eu Já Nem Sei O Que Faço Esta Saudade É

Xiru Missioneiro

O Répi do Guasca

Fala ai tchê! Essa é a história de um guri, que se criou domando numa estância e se guasqueou pro povoado e um dia voltou bem loco e atarentado me disse: -Seguinte, saquei teu lance pô... Esse piá tá sempre loco de chera pó de reboco toma chá

Os Serranos

Castelhana

Eu Hoje me Vou pra Fronteira Pois Queira ou Não Queira Vou Ver Meu Amor Esperei Toda a Semana Pra Ver a Castelhana Minha Linda Flor Tá Frio na Minha Cidade A Bem Da Verdade Está Frio Demais Ao Sul Do Meu Coração Quero Tempo Bom, Só Você

Os Monarcas

Bruxinha de Pano

/Bruxinha de pano, corpo de trapo, olhos de retrós Encantaste as meninas de outrora, que agora são mães e avós/ Ninguém mais te lembra, bruxinha de pano De ti só ficou a saudade cruel Nuns trapos de chita num fundo de mala Nos restos de linhas

Quarteto Coração de Potro

Rainha

Aromada flor campeira Com tua permissão me achego Gasto um tanto dos pelegos Dos mormaços e soalheiras Durante a semana inteira Tudo foi normalidade Tirando a capacidade Que tens de seguir meus passos Estar em tudo que faço Sonhos, memórias, vontades Como pode? Esqueci Dos mais básicos sentidos Devo ter desaprendido Respirar longe de

Xangai

Matança

Cipó Caboclo tá subindo na virola Chegou a hora do Pinheiro balançar Sentir o cheiro do mato, da Imburana Descansar, morrer de sono na sombra da Barriguda De nada vale tanto esforço do meu canto Pra nosso espanto tanta mata haja vão matar Tal Mata Atlântica e

Xiru Missioneiro

Animalzinho teimoso

Eu sou um xiru "véio" com mais de setenta com terra nas venta da poeira da estrada falei pra mim mesmo, será que tu aguenta e me fui pras tibúrcias dá uma namorada topei com uma tianga louca das pata que lá pela tasca era respeitada bananeira

Os Serranos

Ala pucha tchê

(Ala pucha, tchê não se assustemo Que no perigo a bala vem nóis se abaixemo Ala pucha, tchê não se assustemo Que no perigo a bala vem nóis se abaixemo) Se a bala vem por baixo, eu salto pra cima Se a bala vem por cima,

Quim Barreiros

Mestre De Culinária

Sou solteiro e bom rapaz vivo num apartamento ainda sou muito novo prá pensar em casamento Convido minhas amigas prá comer e prá dançar mas demoro muito tempo a preparar o jantar Eu sou mestre de culinária e sei enfeitar a travessa vou comprar uma panela de pressão para ver se eu

Wilson Paim

Ave Maria Cheia de Graça

Ave maria cheia de graça O senhor é convosco Bendita sois vós Entre as mulheres E bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, Rogai por nós pecadores Agora e na hora de nossa morte, Amém!

Xangai

Kukukaya

São quatro jogadores, nesta mesa Frente a frente para jogar São quatro cabra de peia No desafio do jogo da bruxa Em noite de lua cheia São quatro jogadores, nesta mesa Dando as cartas, no jogo surdo da vida Kukukaya, eu quero você pra mim Kukukaya, mas olha esse

Os Monarcas

Cheiro de Galpão

(Com este tranco dos Monarcas, vamos levando esse cheiro de galpão por este Brasil afora) Esta vaneira tem um cheiro de galpão Que reacende o meu olfato de guri É pau-de-fogo da memória dos fogões Essência bugra que me trouxe até aqui Essa vaneira tem um cheiro chimarrão De

Quim Barreiros

O grilinho

INSTRUMENTAL Peguei, peguei, peguei no teu grilinho. Peguei, peguei, peguei no teu grilinho. Peguei, peguei, peguei no teu grilinho. Peguei, peguei, peguei no teu grilinho. Num buraquinho da parede lá de casa, Tinha um grilinho que fazia cri cri. Minha mulher gostava muito d'ouvir, A cantiga do grilo e

Wilson Paim

Sinceridade

Sinceridade Palavra bela que me conduz e norteia Contrapõe a falsidade Sobrepõe a mentira feia Sou poeta e proseador Cantador do que é certo E as pessoas que eu amo Eu conservo assim por perto E as pessoas que eu amo Eu conservo assim por perto (Refrão) Sinceridade Já me deixou muitas vezes

Xiru Missioneiro

O Rabo da Comadre

Um dia deste eu tava em casa Sem mesmo sem ter o que fazer Fui visitar meus compadres Que há tempos passo sem ver É um casal que eu considero e estimo com prazer E eu chegar na casa deles ouvi a comadre dizer Compadre espere um

Os Serranos

Criado Em Galpão

Nasci na pampa azulada e da minha terra eu sou peão Estampa de índio campeiro que foi criado em galpão Gosto do cheiro do campo e do sabor do chimarrão E de dobrar boi brabo a pealo nos dias de marcação Refrão Gosto de fazer um

Os Monarcas

Gineteando o Temporal

Grita o silêncio da noite, corcoveiam os trovões Línguas de fogo lambendo aramados e moirões No céu, um patrão tropeiro vai remexendo os tições E um macegal se ajoelhando como a pedir mil perdões E o gado todo mais louco do que a fúria deste

Quarteto Coração de Potro

En El Corazón de Mi Madre

En el corazón de mi madre Encienden brillos de estrellas Y así va dejando huellas De esperanza cariño y fe Y en su destino mujer El amor es una centella En el corazón de mi madre Esta mi "tata" como un sueño Guarda en su pecho el ceño De un

Xangai

Meninos

Vou pro campo No campo tem flores As flores tem mel Mas a noitinha Estrelas no céu, no céu, no céu No céu da boca da onça é escuro Não cometa não cometa Não cometa furo Pimenta malagueta não é Pimentão tão, tão, tão Vou pro campo Acampar no mato No mato tem

Xiru Missioneiro

Amor de Atravessado

Xirú Missioneiro - Amor De Atravessado A minha mué hoje amanheceu azeda Com as guampa torta só ralhando com os guri Porque eu saí anteontém e porque vim agora cedo Ela tá puta da cara que saber onde eu dormi Menti pra ela que me encontrei

Os Serranos

Baile Da Mariquinha

"mas olha lá quem vem chegando - olá sobrinho - tia mariquinha! - é verdade, de roupa nova!" às vezes vou me lembrando do baile da mariquinha do xote velho largado e da rancheira que vinha do café de chaleira que a cumadre me servia farofa e feijão mexido com uma quarta

Quim Barreiros

O Sorveteiro (Chupa Teresa)

Chupa Teresa! Chupa Teresa! Qu'este gelado gostoso, É feito de framboesa! (Refrão) Há gelado de morango Baunilha e abacaxi As garotas do meu bairro Vêm todas chupar aqui! Há gelado de banana Um fruto da natureza Mas aqui tenho um gostoso Que eu guardei p'rá Teresa!

Wilson Paim

Minha Meiga Senhorita

Minha meiga senhorita, eu nunca pude lhe dizer Você jamais me perguntou De onde eu venho e pra onde vou De onde eu venho não importa porque já passou O que importa é saber para onde vou. Minha meiga senhorita, o que eu tenho é quase

Xangai

Ei, Flor

Ei flor Cadê o cheiro que ocê prometeu Ei flor Não venha dizer que se esqueceu Ei flor será que não se lembra mais d'eu Ei flor daquele cravo de juntin' seu Amor nosso brinquedo no pé de juá Ei flor não esconda vê se vem me dar Amor será que se esqueceu de

Os Monarcas

To Voltando Pra Ficar

Esta noite encilho o pingo E eu sei que vou chegar Pra beijar minha mãe velha, Minha prenda e meus piás Com meu pai vou jogar truco Na sombra de uma figueira Tô distante da campanha, Não posso mais agüentar Vou rever os meus amigos Tomar um trago lá na

Quarteto Coração de Potro

Sem Ti

Quando eu segui tranqueando no campo do teu olhar Não consegui mais voltar para o meu mundo comum Inebriado com o meigo sorriso que habita este olhar O teu sonho eu quis sonhar pra dois rumos serem um! Eu senti o cheiro das matas nas

Wilson Paim

Entardecer

Um matiz caboclo Pinta o céu de vinho Pra morar sozinho Todo o pago é pouco Todo o céu se agita O horizonte é louco Num matiz caboclo De perder de vista Amada Amada Por viver sozinho Não me apego a nada O minuano rincha Nas estradas rubras Repontando as nuvens Pelo céu arriba O sol poente

Xiru Missioneiro

O Guasca e a Roqueira

Tô namorando uma magra, nosso amor tá ferradito Mas muitos já tem me dito que eu só vou me incomodá Porque eu sou bagual e meio e ela é fissurada em roque Mas se ligou nos meus toque, quero vê o que que vai

Os Serranos

É Disso Que O Velho Gosta

Eu sou um peão de estância Nascido lá no galpão E aprendi desde criança A honrar a tradição Meu pai era um gaúcho Que nunca conheceu luxo Mas viveu folgado enfim E quando alguém perguntava Do que ele mais gostava O velho dizia assim: Churrasco, bom chimarrão Fandango, trago e mulher É disso

Os Monarcas

Batendo Água

Meu poncho emponcha lonjuras batendo água E as águas que eu trago nele eram pra mim Asas de noite em meus ombros sobrando casa Longe "das casa" ombreada a barro e capim Faz tempo que eu não emalo meu poncho inteiro Nem abro as asas da

Quarteto Coração de Potro

Outra Lua Por Ti

Outra lua por ti... Pedi a noite em silêncio; Quando o 'escuro' nos olhos 'Pingou' saudades no lenço. Dessas que vem revelar-se Serena, em alma 'redonda'; E buscam o rio da guitarra Matando a sede em milonga. Outra lua por ti... Que apaga tantas, mais belas; Pra perfumar os teus sonhos 'Dormindo'

Xangai

Nois é Jeca Mais é Joia

Xangai - Nois é Jeca Mais é Joia Se farinha fosse americana mandioca importada banquete de bacana era farinhada Andam falando qui nóis é caipira qui a nossa onda é montar a cavalo qui a nossa calça é amarrada com imbira qui a nossa valsa é briga de galo Andam

Xiru Missioneiro

Mandingas do Tio Nanato

Gaúcho da Fronteira encilhou o mouro velho, se enfiou numa vila pra dar um rebordeio Se atracou num truco e se entupiu de whisky, agarrou uma pinguancha e enforquilhou no joelho Foram pra tarimba e a orelha murchou e a tchanga ficou pedindo

Os Serranos

Bugio Novo

Dos bugios que cantamos ao povo surgiu um novo contando lorotas E trazendo na mala de viagem a bagagem de mil anedotas Diz que veio de um pago distante onde o diabo perdeu suas botas Dos bugios que cantamos ao povo surgiu um novo

Quim Barreiros

O Pau Caiu Na Panela

Eu sou o Masterchef Tenho duas bolas michelim Em casa da Cristina Para cozinhar só o quim Quando a chicha é boa É fácil o cozinhado Peguei na ferramenta Pra fazer o refogado Azeite, alho e cebola Picadinho à cozinheiro Eu mexia e temperava Com o meu pau de loureiro Tomates e coentros Mais

Wilson Paim

Ainda Existe um Lugar

Venha sentir a paz que existe aqui no campo O ar é puro e a violência não chegou O céu bem limpo e muito verde pela frente E uma vertente que não se contaminou Pela manhã o sol nascente vem sorrindo E os passarinhos cantam hinos