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Facção Central - Letras e Músicas

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Castelo Triste

Aí Edu, eu preferia nem ter acordado Sonhei que eu era um jogador fazendo gol no estádio Corria feito velocista atrás da bola Sem precisar ser empurrado numa cadeira de rodas Nasci morto, como num romance de Agatha Christie Enclausurado no calabouço do Castelo Triste Só se

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Apologia Ao Crime

Não queria te ver na maca cuspindo sangue quase morto No hospital com uma par de tiro, tomando soro Nem catando pioneer do Escorte Nem enrolando a língua, morrendo de overdose Esquece a doze, o cachimbo, a rica cheia de jóia Já vi por um real

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Estrada da Dor 666

(Dundum] Na minha infância quis um kart e não tive nenhum. Só boy vira piloto de Fórmula 1. Todo pivete quer ser bombeiro, eu tinha outro sonho, catar o vigia da Preserva recarregando o caixa eletrônico. Não usei minha inteligência em prol de nenhuma empresa, só pra

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Aparthaid No Dilúvio de Sangue

Que não haja um que tenha compaixão dos seus órfãos; Sofram inimigos o salmo é categórico; Sua sexta praga na tempestade de lágrima; O dilúvio é de sangue sem Noé, sem arca; O sonho de king não me tira da mandíbula da besta; Escravo e dono

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Desculpa, Mãe

Mãe, não dei valor pro teu sonho, sua luta Diploma na minha mão, sorriso, formatura Não fui seu orgulho, diretor de empresa Virei o ladrão com a faca que mata com frieza Não mereci sua lágrima no rosto Quando chorava vendo a panela sem almoço Vendo a

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Colecionador de Lágrimas

Só não pode perder a fé! Mil palavras não expressam um sentimento bandido, num coração de um poeta que carrega consigo, o fardo da existência de viver em meio a tudo, que extermina fruto e coopera pro luto no mundo. Atrocidade, trairagem, ódio,

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Eu Não Pedi Pra Nascer

[Eduardo] Minha mão pequena bate no vidro do carro no braço se destacam as queimaduras de cigarro A chuva forte ensopa a camisa, o short qualquer dia a pneumonia me faz tossir até a morte Uma moeda, um passe me livram do inferno me faz chegar em

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A Minha Voz Está No Ar

A boca só se cala quando o tiro acerta Eu sou o sangue e o defunto no chão da favela A oração da tia sem comida O mendigo com a perna cheia de ferida Eu rimo o ladrão que mata o playboy O viciado que toma

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Hoje Deus Anda de Blindado

Se Deus der rolê com cartão magnético Nem com marca de nascença reconhece no exame médico Pro boy a causa é o código fora de época O cuzão quer pena de morte, prisão perpétua Acha que com menor cumprindo como adulto Não vai ter na CNN

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A Marcha Fúnebre Prossegue

Não queria o moleque com a faca na mão ajoelhando o tio grisalho, querendo seu cartão Queria só rimar choro de alegria mas na favela não tem piscina, armário com comida É só gambé gritando ''deita!'' pro mano de escopeta que na fita do pagamento fuzilou

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Pomba Branca

Se Deus der rolê com cartão magnético Nem por marca de nascença reconhece no exame médico Pro boy a causa é o código fora de época O cuzão quer pena de morte, prisão perpétua Acha que com menor cumprindo como adulto Não vai ter na CNN

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Outro Caminho

1999 facção central versos sangrentos a trilha sonora do inferno... Eu to cansado de dor sofrimento,da mesma historia mesmo fim o mesmo exemplo As vzs quase perco e caiu na armadilha penso em uma na cinta tiro nos tráira Ai eu raciocino dá um tempo eduardo

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O Rei da Montanha

Nunca gravei CD, mas sou ídolo Astro pique Hollywood mesmo sem filme exibido Êxito comparado a gênio de Wall Street transformei minha fome em Kawasaki Buick Virei Davi porque pus o Golias no tonel e queimei vivo Sou Moisés porque degolei o faraó do Egito Sem Apollo

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O Espetáculo do Circo dos Horrores

(Eduardo) Respeitável público com orgulho apresento O espetáculo em cartaz desde abril de mil e quinhentos. Sem pipoca, algodão doce, que rufem os tambores. Abrem-se as cortinas do circo dos horrores. Aplaudam nosso Ondine no picadeiro Serrando em duas partes o corpo do banqueiro. Equilibrista na marquise invadindo

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12 De Outubro

Cadê o meu presente, o meu abraço? A bicicleta que eu sonhei não vem com o laço Não tem bolo, nem alegria É dia das crianças, mas não pra periferia Queria fugir daqui, é impossível Eu não queria ver lágrimas, é difícil Meus exemplos de vitória estão

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Aonde o Filho Chora e a Mãe Não Vê

[Dum Dum]: O governo não assume o poder paralelo Diz que um presídio pra cada facção é um previlégio. Colocou sob o mesmo teto 2 grupos rivais, Produto inflamável que incendeia a vela em 4 castiçais. A rinha foi montada, façam as apostas Vence o galo que

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O Menino do Morro

Zona Sul, São Paulo, hospital em Santo Amaro, no prontuário um menino descrito como mulato Parto normal, sem pai pra visitar outro cu que pra pagar pensão só com DNA Filho da empregada do executivo porco, fritando filé mignon pros outros e arrotando ovo Filho do bebum

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Versos Sangrentos

A boca só se cala quando o tiro acerta Eu sou o sangue, o defunto, no chão da favela A oração da tia sem comida, o mendigo com a perna cheia de feridas Eu rimo ao ladrão que mata o playboy, o viciado que

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Isso Aqui É Uma Guerra

Dum Dum: É uma guerra onde só sobrevive quem atira Quem enquadra a mansão quem trafica Infelizmente o livro não resolve O Brasil só me respeita com um revólver, aí O juiz ajoelha, o executivo chora Pra não sentir o calibre da pistola Se eu quero roupa, comida

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Roleta Macabra

[Dum Dum]: Fredy Krueger teria medo do cenário, Zona Sul, Grajaú madrugada São Paulo. A Roleta Macabra sorteou nosso número, Giroflex projeta o slide de dois túmulos. Tribunal cinza com um juiz três de júri, nosso crime, Rap no último volume. O que vai proferir a pena bombou