Menu

Inezita Barroso - Letras e Músicas

Inezita Barroso

Marvada Pinga

Com a marvada pinga É que eu me atrapaio Eu entro na venda e já dou meu taio Pego no copo e dali nun saio Ali memo eu bebo Ali memo eu caio Só pra carregar é que eu dô trabaio Oi lá Venho da cidade e já venho

Inezita Barroso

Peixe Vivo

Zum, zum, zum, lá no meio do mar Zum, zum, zum, lá no meio do mar É os vento que nos atrasa O mar que nos atrapalha Para no porto chegar Zum, zum, zum Como pode um peixe vivo Viver fora d'água fria? Como pode um peixe vivo Viver fora

Inezita Barroso

Meu Limão, Meu Limoeiro

Meu limão, meu limoeiro Meu pé de jacarandá Uma vez tin-do-lelê Outra vez tin-do-lalá Morena, minha morena Corpo de linha torcida Queira deus você não seja Perdição da minha vida Meu limão, meu limoeiro Meu pé de jacarandá Uma vez tin-do-lelê Outra vez tin-do-lalá Quem tem amores não dorme Nem de noite, nem de

Inezita Barroso

Bolinho de Fubá

O bolinho mais gostoso é o de fubá Bem fritinho na gordura sá dona É o melhor que há Café quentinho in riba do fogão Chuva miúda caindo peneirando, peneirando molhando o chão Ai como é gostoso a gente escutá a chuva caindo e o café quentinho

Inezita Barroso

Moda da Pinga

Co'a marvada pinga é que eu me atrapaio Eu entro na venda e já dô meu taio Pego no copo e dali num saio Ali mesmo eu bebo, ali mesmo eu caio Só pra carregá é queu dô trabaio, oi lá! Venho da cidade, já venho

Inezita Barroso

João de Barro

O João de Barro, pra ser feliz como eu Certo dia resolveu arranjar uma companheira No vai-e-vem, com o barro da biquinha Ele fez sua casinha, lá no galho da paineira Toda manhã, o pedreiro da floresta Cantava fazendo festa pra aquela que tanto amava Mas quando

Inezita Barroso

Maringá

Foi numa leva que a cabocla Maringá Ficou sendo a retirante que mais dava o que falar E junto dela veio alguém que suplicou Pra que nunca se esquecesse de um caboclo que ficou Maringá, Maringá Depois que tu partiste Tudo aqui ficou tão triste Que eu garrei

Inezita Barroso

Ronda

De noite eu rondo a cidade A lhe procurar sem emcontrar No meio de olhares espio nas mesas dos bares Você não está Volto pra casa abatida Desenganada da vida No sonho eu vou descansar Nele você está Ai se eu tivesse quem bem me qisesse Esse alguém me diria Desiste

Inezita Barroso

Pezinho

Ai bota aqui, ai bota ali o teu pezinho O teu pezinho bem juntinho com o meu Ai bota aqui, ai bota ali o teu pezinho O teu pezinho, o teu pezinho ao pé do meu E depois não vá dizê Que você já me esqueceu E

Inezita Barroso

Caipira de Fato

Eu sou cabocla tô chegando lá da roça Inda falo vige nossa, eu ainda digo é Sou sertaneja, não me nego e faço gosto Tá escrito no meu rosto, só não enxerga quem não quer Eu sou aquele cheiro doce lá da mata Água limpa da

Inezita Barroso

Divino Espírito Santo

Salve o divino Espirito Santo,ai ai Salve o divino Espirito Santo,ai ai O divino Espirito Santo Chegô aqui nesta morada Veio guiando a bandeira Na poeira das estrada Veio trazer sua bença Por nóis muito esperada Veio tirar a esmola Da igreja da queimada Salve o divino Espirito Santo,ai ai Salve o

Inezita Barroso

Menino da Porteira

Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino De longe eu avistava a figura de um menino Que corria, abria a porteira, depois vinha me pedindo Toque o berrante seu moço, que é pra eu ficar ouvindo Quando a boiada passava, e a

Inezita Barroso

Azulão

Vai Azulão Azulão companheiro vai Vai ver minha ingrata Diz que sem ela O sertão não é mais sertão Ah, voa, Azulão Azulão, companheiro vai...

Inezita Barroso

Viola Quebrada

Quando da brisa no açoite a flor da noite se acurvou Fui encontra coma a Maróca meu amor Eu senti n'alma um golpe duro Quando ao muro já no escuro Meu olhar andou buscando a cara dela e não achou Minha viola gemeu Meu coração estremeceu Minha viola

Inezita Barroso

Lampião de Gás

Lampião de gás Lampião de gás Quanta saudade Você me traz Da sua luzinha verde azulada Que iluminava a minha janela Do almofadinha lá na calçada Palheta branca, calça apertada Do bilboquê, do diabolô Me dá foguinho, vai no vizinho De pular corda, brincar de roda De benjamim, jagunçu e chiquinho Lampião de

Inezita Barroso

Meu boi surubim

Meu boi surubim A serra ta cachimbando Inda ontem de tardinha Sabiá tava cantando Aquela moda que parece Uma cantiga de ninar Aquela moda que parece Uma cantiga de ninar Chove chuva pra nascer o capim Pro boi comer Pro boi pasta Pra sabiá cisca seu ninho Bota seus ovo Cria seus filhinho Chove chuva,chove

Inezita Barroso

Viola, Minha Viola

Viola, minha viola Cavalete de pau preto Corro com você nos braços De joelho me prometo Viola, minha viola De jacaranda e canela Na alegria ou na tristeza Eu vivo abraçado nela Minha viola vivida Eu ganho a vida com ela No quadro da santa seia Doze apóstolos tem A viola não é

Inezita Barroso

Flor do Cafezal

Meu cafezal em flor! Quanta flor, meu cafezal! Meu cafezal em flor! Quanta flor, meu cafezal! Ai, menina, meu amor! Minha flor do cafezal! Ai, menina, meu amor! Branca flor do cafezal! Era a florada Lindo véu de branca renda Se estendeu sobre a fazenda Qual um manto nupcial! E de mâos dadas Fomos

Inezita Barroso

Fiz A Cama Na Varanda

Fiz a cama na varanda me deitei pensando em ti Deu um vento na roseira ai meus cuidados Que do sono me esqueci Menina, minha menina Ai não faças assim como eu Que vivo morta de pena Porque ninguém me escolheu Fiz a cama na varanda me esqueci

Inezita Barroso

Ser Mãe É Dureza

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração É não pregar o olho a noite inteira no serão É andar na correria preparando mamadeira Ao som de uma tremenda choradeira É fralda toda noite todo dia pra trocar Porém na poesia esqueceram de contar Ser mãe