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Milton Nascimento - Letras e Músicas

Milton Nascimento

Paula e Bebeto

Vida vida que amor brincadeira, vera Eles amaram de qualquer maneira, vera Qualquer maneira de amor vale a pena Qualquer maneira de amor vale amar Pena que pena que coisa bonita, diga Qual a palavra que nunca foi dita, diga Qualquer maneira de amor vale aquela Qualquer maneira

Milton Nascimento

Para Lennon e McCartney

Por que vocês não sabem do lixo ocidental? Não precisam mais temer Não precisam da solidão Todo dia é dia de viver Por que você não verá meu lado ocidental? Não precisa medo não Não precisa da timidez Todo dia é dia de viver Eu sou da América do

Milton Nascimento

Maria, Maria

Maria, Maria É um dom, uma certa magia Uma força que nos alerta Uma mulher que merece Viver e amar Como outra qualquer Do planeta Maria, Maria É o som, é a cor, é o suor É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri Quando deve chorar E não

Milton Nascimento

Bola de Meia, Bola de Gude

Há um menino Há um moleque Morando sempre no meu coração Toda vez que o adulto balança Ele vem pra me dar a mão Há um passado no meu presente Um sol bem quente lá no meu quintal Toda vez que a bruxa me assombra O menino me dá

Milton Nascimento

Canção Da América

Amigo é coisa para se guardar Debaixo de sete chaves Dentro do coração Assim falava a canção que na América ouvi Mas quem cantava chorou Ao ver o seu amigo partir Mas quem ficou, no pensamento voou Com seu canto que o outro lembrou E quem voou, no pensamento

Milton Nascimento

Tudo Que Você Podia Ser

Com sol e chuva você sonhava Que ia ser melhor depois Você queria ser o grande herói das estradas Tudo que você queria ser Sei um segredo Você tem medo Só pensa agora em voltar Não fala mais na bota e no anel de Zapata Tudo que você devia

Milton Nascimento

Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor

Cheguei a tempo de te ver acordar Eu vim correndo à frente do sol Abri a porta e antes de entrar Revi a vida inteira Pensei em tudo que é possível falar Que sirva apenas para nós dois Sinais de bem, desejos vitais Pequenos fragmentos de luz Falar da

Milton Nascimento

Clube da Esquina ll

Porque se chamava moço Também se chamava estrada Viagem de ventania Nem se lembra se olhou pra trás Ao primeiro passo, aço, aço Aço, aço, aço, aço, aço, aço Porque se chamavam homens Também se chamavam sonhos E sonhos não envelhecem Em meio a tantos gases lacrimogênios Ficam calmos, calmos Calmos, calmos,

Milton Nascimento

Um Girassol da Cor de Seu Cabelo

Vento solar e estrelas do mar A terra azul é a cor de seu vestido? Vento solar e estrelas do mar Você ainda quer morar comigo? Se eu cantar não chore não É só poesia Eu só preciso ter você Por mais um dia Ainda gosto de dançar Bom dia Como

Milton Nascimento

Calix Bento

Ó Deus salve o oratório Ó Deus salve o oratório Onde Deus fez a morada Oiá, meu Deus, onde Deus fez a morada, oiá Onde mora o calix bento Onde mora o calix bento E a hóstia consagrada Óiá, meu Deus, e a hóstia consagrada, oiá De Jessé nasceu

Milton Nascimento

Coração de Estudante

Quero falar de uma coisa Adivinha onde ela anda Deve estar dentro do peito Ou caminha pelo ar Pode estar aqui do lado Bem mais perto que pensamos A folha da juventude É o nome certo desse amor Já podaram seus momentos Desviaram seu destino Seu sorriso de menino Quantas vezes se

Milton Nascimento

Fé Cega, Faca Amolada (part. Beto Guedes)

Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada Agora não espero mais aquela madrugada Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca amolada O brilho cego de paixão e fé, faca amolada Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranquilo Deixar

Milton Nascimento

A Lua Girou

A lua girou, girou Traçou no céu um compasso A lua girou, girou Traçou no céu um compasso Eu bem queria fazer um travesseiro dos seus braços Eu bem queria fazer... Travesseiro dos meus braços Só não faz se quiser Um travesseiro dos meus braços Só não faz se não

Milton Nascimento

O Cio da Terra

Debulhar o trigo Recolher cada bago do trigo Forjar no trigo o milagre do pão E se fartar de pão Decepar a cana Recolher a garapa da cana Roubar da cana a doçura do mel Se lambuzar de mel Afagar a terra Conhecer os desejos da terra Cio da terra, propícia

Milton Nascimento

Travessia

Quando você foi embora fez-se noite em meu viver Forte eu sou, mas não tem jeito Hoje eu tenho que chorar Minha casa não é minha e nem é meu este lugar Estou só e não resisto, muito tenho pra falar Solto a voz nas estradas,

Milton Nascimento

Nada Será Como Antes

Eu já estou com o pé nessa estrada Qualquer dia a gente se vê Sei que nada será como antes, amanhã Que notícias me dão dos amigos? Que notícias me dão de você? Alvoroço em meu coração Amanhã ou depois de amanhã Resistindo na boca da noite um

Milton Nascimento

Paisagem da Janela

Da janela lateral do quarto de dormir Vejo uma igreja, um sinal de glória Vejo um muro branco e um vôo pássaro Vejo uma grade, um velho sinal Mensageiro natural de coisas naturais Quando eu falava dessas cores mórbidas Quando eu falava desses homens sórdidos Quando eu falava

Milton Nascimento

Amor de Índio

Tudo que move é sagrado E remove as montanhas Com todo cuidado, meu amor Enquanto a chama arder Todo dia te ver passar Tudo viver ao teu lado Com o arco da promessa No azul pintado pra durar Abelha fazendo mel Vale o tempo que não voou A estrela caiu do

Milton Nascimento

Nos Bailes da Vida

Foi nos bailes da vida ou num bar Em troca de pão Que muita gente boa pôs o pé na profissão De tocar um instrumento e de cantar Não importando se quem pagou quis ouvir Foi assim Cantar era buscar o caminho Que vai dar no sol Tenho comigo

Milton Nascimento

Encontros e Despedidas

Mande notícias Do mundo de lá Diz quem fica Me dê um abraço Venha me apertar Tô chegando... Coisa que gosto é poder partir Sem ter planos Melhor ainda é poder voltar Quando quero... Todos os dias é um vai-e-vem A vida se repete na estação Tem gente que chega prá ficar Tem gente