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Os Monarcas - Letras e Músicas

Os Monarcas

O Vento

Num mundo com tantas doenças. O povo com pouca crença. Eu venho pedir cantando em sentimento e versos, eu venho pedir ao vento dar uma volta no universo. (Meditação). Pedi ao vento que leve lembrança pra minha terra. Pedi ao vento que leve

Os Monarcas

Santuário de Xucros

Assim começa o surungo mesclando fumaça e poeira Porta do quarto entupida e a mulherada em fileira Branca morena e mulata casada viúva e solteira Loucas pra coçar o garrão num manquejar de vaneira (E nisso se ouve um grito indiada vocês me ouçam Dá uma

Os Monarcas

Sistema Antigo

Um pouco de saudade lá do meu rincão Um gesto de carinho da gaúcha amada Um toque de cordeona e um bom chimarrão Um quera pacholento pra contar cueradas Eira eira boi tempo feliz que muito longe vai Eira eira boi no velho rancho do meu

Os Monarcas

O Gaucho e o Cavalo

Me cansei de patacoadas E fandango sem rodeios Tardes de falsos campeiros E montão contra o confreio Chega de brutalidades De rasgar cavalo ao meio Porque cavalo e gaúcho Desta pátria são esteio Quem sou eu sem meu cavalo O que será dele sem mim Talvez dois seres perdidos A vagar pelo

Os Monarcas

Chimarrão

(Eu quero um chima, um chima chimarrão Bis Pra matar a sede, da tradição) Chimarrão lá na cozinha É de relacionamento Bis Pra cevar o pai da moça A consentir o casamento ( )Int.( ) /Chimarrão já é gostoso Mais gostoso ainda fica Bis Se é cevado e servido Por mão de moça bonita/ (

Os Monarcas

Aquerenciado

Embarquei no sonho de mocito Sofrenei a ância de voltar Parti pela manhã a galopito Não olhei pra trás, pra não chorar Cascos de poeira pela estrada Rumo indefinido onde chegar Ficou para trás a minha amada Com vertentes d'água no olhar (Aquerenciado não adianta ir embora Pois o pensamento

Os Monarcas

Vaneira Grossa

Essa vaneira é antiga E vem da fronteira O autor não se sabe Mas é de primeira Me toque a vaneira grossa Me apinchou na sala Num trote de guapo A gaitita me embala E não existe mais grossa que essa vanera Na manhã de ganso Vou na polvadeira Menina dance comigo Que

Os Monarcas

Vai Que Vai

Vanera que me larga pela sala E essa gaita quase fala Nesse fole, nesse vai e vem Vai que vai, Vem que vem, Dançando com meu bem Olha o tipo do gaiteiro A corcovear Animando esse entrevero Sem parar Nesse toque madrugueiro Vou dançar Com a china mais bonita do lugar Eu te pego

Os Monarcas

Xote Laranjeira

Mas deixa estar que eu vou-me embora Eu vou voltar pro meu rincão Pra beber água dos teus olhos Sangue do teu coração Mas deixa estar que eu vou-me embora Eu vou voltar pro meu rincão Que é pra comer churrasco gordo E tomar mate chimarrão Mas deixa estar

Os Monarcas

De bota nova

De bota nova tô chegando pro baile companheiro que o tranco fandangueiro me chamou para bailar na sala bem lisinha quero fazer um estrago depois de toma uns trago me vou pra lá e pra cá Não quero nem noticia da lida de mangueira quando escuto

Os Monarcas

Sonhando na Vaneira

Hoje é dia de surungo lá no rancho da tia Nena Já passei água de cheiro e glostora nas melenas Chego a trote bem garboso arrastando minhas esporas No corcovear da vaneira vou bailar a noite inteira Até o romper da aurora (Quando eu entro num

Os Monarcas

Tirando Meu Chapéu Pra Deus

Nasci campeiro, galopeando a alma xucra. Razão gaúcha flecoteada pelo campo Quando se fala em quatro patas de cavalo Com voz de galo vem timbrando os pirilampos Em cada rédea, cada cisma em cada aurora Um par de esporas, é a geografia das paletas Que traz no

Os Monarcas

Brasil De Bombacha

"Após muito tempo guardando Os limites do Sul do Brasil O gaúcho migrou para o Norte E do Norte mudou o perfil Deixou para traz a campanha E a beleza dos campos dourados E se foi a buscar nova vida Numa terra de mato fechado Este é o Brasil

Os Monarcas

Bruxinha de Pano

/Bruxinha de pano, corpo de trapo, olhos de retrós Encantaste as meninas de outrora, que agora são mães e avós/ Ninguém mais te lembra, bruxinha de pano De ti só ficou a saudade cruel Nuns trapos de chita num fundo de mala Nos restos de linhas

Os Monarcas

Cheiro de Galpão

(Com este tranco dos Monarcas, vamos levando esse cheiro de galpão por este Brasil afora) Esta vaneira tem um cheiro de galpão Que reacende o meu olfato de guri É pau-de-fogo da memória dos fogões Essência bugra que me trouxe até aqui Essa vaneira tem um cheiro chimarrão De

Os Monarcas

Gineteando o Temporal

Grita o silêncio da noite, corcoveiam os trovões Línguas de fogo lambendo aramados e moirões No céu, um patrão tropeiro vai remexendo os tições E um macegal se ajoelhando como a pedir mil perdões E o gado todo mais louco do que a fúria deste

Os Monarcas

To Voltando Pra Ficar

Esta noite encilho o pingo E eu sei que vou chegar Pra beijar minha mãe velha, Minha prenda e meus piás Com meu pai vou jogar truco Na sombra de uma figueira Tô distante da campanha, Não posso mais agüentar Vou rever os meus amigos Tomar um trago lá na

Os Monarcas

Batendo Água

Meu poncho emponcha lonjuras batendo água E as águas que eu trago nele eram pra mim Asas de noite em meus ombros sobrando casa Longe "das casa" ombreada a barro e capim Faz tempo que eu não emalo meu poncho inteiro Nem abro as asas da

Os Monarcas

Rancheira Puladinha

Vamos dançar essa rancheirinha Bem puladinha pelo salão Peão e prenda marcando passo Bem no compasso do coração Pula, pula, pula chinoca Pula, pula, pula peão Na sala faz um trenzinho Peão e prenda se dando as mãos Pra fechar a porteirinha Batendo forte com o pé no chão

Os Monarcas

Milonga Pra Ti

Quando te vejo guria meu coração emudece Sinto a sensação radiante da lua, quando aparece A luz que vem dos teus olhos embriaga o meu olhar Me faz buscar a tua mão e sair por aí passear (Tua voz, som que fascina, como o cantar