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Sérgio Reis - Letras e Músicas

Sérgio Reis

O Menino da Porteira

Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino De longe eu avistava a figura de um menino Que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo "Toque o berrante, seu moço, que é pra eu ficar ouvindo" Quando a boiada passava e

Sérgio Reis

Tocando Em Frente

Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou nada sei.. Conhecer as manhas e as manhãs o sabor das massas

Sérgio Reis

Couro de Boi

Conheço um velho ditado, que é do tempo dos agais Diz que um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai Sentindo o peso dos anos sem poder mais trabalhar O velho, peão estradeiro, com seu filho foi morar O rapaz era casado

Sérgio Reis

Chico Mineiro

Fizemos a úrtima viagem Foi lá pro sertão de Goiás Fui eu e o Chico Mineiro Também foi o capataz Viajamos muitos dias pra chegar em Ouro Fino Aonde passamos a noite numa festa do Divino A festa estava tão boa, mas antes não tivesse ido O Chico

Sérgio Reis

Filho Adotivo

Com sacrifício Eu criei meus sete filhos Do meu sangue eram seis E um peguei com quase um mês Fui viajante Fui roceiro, fui andante E pra alimentar meus filhos Não comi pra mais de vez Sete crianças Sete bocas inocentes Muito pobres, mas contentes Não deixei nada faltar Foram crescendo Foi ficando mais

Sérgio Reis

Chalana

Lá vai a chalana Bem longe se vai Riscando o remanso Do Rio Paraguai Oh! Chalana sem querer Tu aumentas minha dor Nessas águas tão serenas Vai levando o meu amor E assim ela se foi Nem de mim se despediu A chalana vai sumindo Lá na curva do rio E se ela

Sérgio Reis

Panela Velha

Tô de namoro com uma moça solteirona, A bonitona quer ser a minha patroa, Os meus parentes já estão me criticando Estão falando que ela é muito coroa, Ela é madura, já tem mais de trinta anos Mas para mim o que importa é a pessoa, Não

Sérgio Reis

Cavalo Preto

Tenho um cavalo preto Por nome de ventania Um laço de doze braças No couro de uma novilha Tenho um cachorro bragado Que é pra minha companhia Sou um caboclo folgado Ai Eu não tenho família No lombo do meu cavalo Eu viajo o dia inteiro Vou dum estado pro outro Eu

Sérgio Reis

Boiadeiro Errante

Eu venho vindo de uma querência distante. Sou um boiadeiro errante, que nasceu naquela serra. O meu cavalo corre mais que o pensamento, ele vem no passo lento porque ninguém me espera! Tocando a boiada, Auê-uê-uê-ê boi eu vou cortando estrada. Uê boi Tocando a boiada, Auê-uê-uê-ê boi eu vou cortando estrada! Toque o

Sérgio Reis

Casinha Branca

Fiz uma casinha branca Lá no pé da serra Pra nós dois morar Fica perto da barranca Do Rio Paraná O lugar é uma beleza Eu tenho certeza Você vai gostar Fiz uma capela Bem do lado da janela Pra nós dois rezar Quando for dia de festa Você veste o seu vestido

Sérgio Reis

O Rio de Piracicaba

O rio de Piracicaba vai jogar água pra fora Quando chegar a água dos olhos de alguém que chora La na rua onde eu moro só existe uma nascente A nascente dos meus olhos ja formou agua corrente Pertinho da minha casa ja formou uma

Sérgio Reis

Poeira

O carro de boi lá vai gemendo lá num estradão Suas grandes rodas fazendo profundas marcas no chão Vai levantando poeira, poeira vermelha, poeira Poeira do sertão Olha seu moço a boiada, em busca dum ribeirão Vai mugindo e vai ruminando, cabeças em confusão Vai levantando poeira,

Sérgio Reis

Adeus Mariana

Nasci lá na cidade, me casei na serra Com a minha Mariana: moça lá de fora Um dia estranhei o carinho dela Disse: - adeus Mariana, que eu já vou embora É gaúcha de verdade de quatro costados Só usa chapéu grande de bombacha e espora E

Sérgio Reis

Serafim e Seus Filhos

São três machos e uma fêmea, por sinal Maria Que com todos se parecia Todos de olhar esperto para ver bem de perto Quem de muito longe é que vinha Filhos de dois juramentos, todos dois sangrentos Em noite clarinha Ê A Ô O João quebra toco Mané Quindim,

Sérgio Reis

Pinga Ni Mim

Nesta Casa Tem Goteira Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim Nesta Casa Tem Goteira Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim Lá No Bairro Onde Eu Moro Tem Alguém Que Eu Adoro Ela É Minha Ilusão Pra Aumentar Meu Castigo Meu Amor Brigou Comigo. Me

Sérgio Reis

Escolta de Vagalumes

Voltando pra minha terra eu renasci. Nos anos que fiquei distante acho que morri. Morri de saudade dos pais irmãos e companheiros. Ao cair da tarde no velho terreiro, Agente cantava as mais lindas canções. Viola afinada e na voz dueto perfeito. Longe eu não cantava doía

Sérgio Reis

Coração de Papel

Se você pensa Que meu coração é de papel Não vá pensando, pois não é Ele é igualzinho ao seu E sofre como eu Por que fazer chorar assim A quem lhe ama Se você pensa Em fazer chorar a quem lhe quer A quem só pensa em você Um dia

Sérgio Reis

Menino da Gaita

Era um rapaz Olhos claros bem azuis Andava só Uma gaita em sua mão Ouça sua linda canção Olhos tristes no chão E caminha sozinho Ouça lá vai ele a tocar Notas tristes no ar É assim que pede amor Caminha só Ninguém sabe de onde vem Triste a tocar Pela rua sem ninguém Sente

Sérgio Reis

Mágoa de Boiadeiro

Antigamente nem em sonho existia Tantas pontes sobre os rios Nem asfalto nas estradas A gente usava quatro ou cinco sinuelos Pra trazer o pantaneiro no rodeio da boiada Mas hoje em dia tudo é muito diferente Com o progresso nossa gente nem sequer faz uma idéia Que

Sérgio Reis

Saudades da Minha Terra

De que me adianta viver na cidade Se a felicidade não me acompanhar Adeus, paulistinha do meu coração Lá pro meu sertão quero voltar Ver a madrugada, quando a passarada Fazendo alvorada começa a cantar Com satisfação arreio o burrão Cortando o estradão saio a galopar E vou escutando