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Tião Carreiro e Pardinho - Letras e Músicas

Tião Carreiro e Pardinho

Rei do Gado

Num bar de Ribeirão Preto Eu vi com meus olhos esta passagem Quando champanha corria a rodo No alto meio da grã-finagem Nisto chegou um peão Trazendo na testa o pó da viagem Pro garçom ele pediu uma pinga Que era pra rebater a friagem Levantou um almofadinha e

Tião Carreiro e Pardinho

A Coisa Ta Feia

Burro que fugiu do laço tá de baixo da roseta Quem fugiu de canivete foi topar com baioneta Já está no cabo da enxada quem pegava na caneta Quem tinha mãozinha fina foi parar na picareta Já tem doutor na pedreira dando duro na marreta A

Tião Carreiro e Pardinho

Pagode Em Brasília

Quem tem mulher que namora Quem tem burro empacador Quem tem a roça no mato me chame Que jeito eu dou Eu tiro a roça do mato sua lavoura melhora E o burro empacador eu corto ele de espora E a mulher namoradeira eu passo o couro

Tião Carreiro e Pardinho

Estrela De Ouro

Meu Deus, onde está agora a mulher que amo Será que está sozinha ou acompanhada Só sei que aqui distante eu estou morrendo Morrendo de saudade dela num mundo de lágrimas Meu Deus mande que o vento encontre com ela Pra dar minhas tristes notícias com

Tião Carreiro e Pardinho

O Prato do Dia

Sobre às margens de uma estrada Uma simples pensão existia A comida era tipo caseira e frango caipira era o prato do dia Proprietário, homem de respeito, ali trabalhava com sua família Cozinheira era sua esposa e a garçonete era uma das filhas Foi chegando naquela

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Ferreirinha

Eu tinha um companheiro por nome de Ferreirinha Nós lidava com boiada desde nós dois rapazinhos Fomos buscar um boi bravo no campo do espraiadinho Eram 28 quilômetros da cidade de Pardinho Nos chegamos no tal campo cada um seguiu prum lado Ferreirinha foi num potro

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Amargurado

O que é feito daqueles beijos que eu te dei Daquele amor cheio de ilusão Que foi a razão do nosso querer Pra onde foram tantas promessas que me fizestes Não se importando que o nosso amor viesse a morrer Talvez com outro estejas vivendo bem

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Nelore Valente

Na fazenda que eu nasci, vovô era retireiro Bem criança eu aprendi, a prender o gado leiteiro Um dia de manhã cedo, vejam só que desespero. Tinha um bezerro doente, e a ordem do fazendeiro! Mate já esse animal, e desinfete o mangueiro! Se essa doença

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Boi Soberano

Me alembro e tenho saudade do tempo que vai ficando Do tempo de boiadeiro que eu vivia viajando Eu nunca tinha tristeza, vivia sempre cantando Mês e mês cortando estrada no meu cavalo ruano Sempre lidando com gado, desde à idade de 15 anos Não me

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Boiada Cuiabana

Vou contar a minha vida do tempo que eu era moço De uma viagem que fiz lá pro sertão do Mato Grosso Fui buscar uma boiada isto foi no mês de Agosto Meu patrão foi embarcado pra linha Sorocabana Capataz da comitiva era o Juca

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O Ipê e O Prisioneiro

Quando há muitos anos Fui aprisionado nesta cela fria Do segundo andar da penitenciária Lá na rua eu via Quando um jardineiro plantava um ipê E ao correr dos dias Ele foi crescendo e ganhando vida Enquanto eu sofria Meu ipê florido Junto à minha cela Hoje tem a altura De minha

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Empreitada Perigosa

Já derrubamos o mato Terminou a derrubada Agora preste atenção Meus amigos e camarada Não posso levar vocês Na minha nova empreitada Vou pagar tudo que devo E sair de madrugada A minha nova empreitada Não tem mato e nem espinho Ferramentas não preciso Guarde tudo num cantinho Preciso de um cavalo Bem ligeiro

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A Vaca Já Foi Pro Brejo

Mundo velho está perdido Já não endireita mais Os filhos de hoje em dia já não obedecem os pais É o começo do fim Já estou vendo sinais Metade da mocidade estão virando marginais É um bando de serpente Os mocinhos vão na frente, as mocinhas vão atrás Pobre

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Boiadeiro de Palavra

Boiadeiro de palavra Que nasceu lá no sertão Não pensava em casamento Por gostar da profissão Mas ele caiu no laço De uma rosa em botão Morena cor de canela Cabelos cor de carvão Desses cabelos compridos Quase esbarrava no chão E pra encurtar a história Era filha do patrão Boiadeiro deu um

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Chora Viola

Eu não caio do cavalo nem do burro e nem do galho Ganho dinheiro cantando a viola é meu trabalho No lugar onde tem sêca, eu de sêde lá não caio Levanto de madrugada e bebo o pingo de orvalho Chora viola Não como gato por

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Caçador

Mandei fazer uma canoa fundo preto E barra clara dois remo de guarantã e um varejão de guaiçara Ai,ai o apoito pesa uma arroba, jogo na água o bote para Tenho uma trela de cachorro o marengo E a caiçara a sua especialidade corre anta

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A Mão do Tempo

Na solidão do meu peito o meu coração reclama Por amar quem está distante e viver com quem não ama Eu sei que você também da mesma sina se queixa Querendo viver comigo, mas o destino não deixa. Que bom se a gente pudesse arrancar

Tião Carreiro e Pardinho

Couro de Boi

(Conheço um velho ditado que é do tempo do zagais, diz que um pai trata dez filho, dez filho não trata um pai. Sentindo o tempo dos anos sem pode mais trabalhar, o velho pião estradeiro com seu filho foi morar,

Tião Carreiro e Pardinho

Travessia do Araguaia

Naquele estradão deserto, uma boiada descia Pras bandas do araguaia pra fazer a travessia. O capataz era um velho com muita sabedoria As ordens eram severas,e a peonada obedecia. O ponteiro moço novo, muito desembaraçado Mas era a primeira viagem que fazia nestes lados Não conhecia os

Tião Carreiro e Pardinho

Terra Roxa

Um granfino num carro de luxo Parou em frente de um restaurante Faz favor de trocar mil cruzeiros Afobado ele disse para o negociante Me desculpe que eu não tenho troco Mas aí tem freguês importante O granfino foi de mesa em mesa E por uma delas passou