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Xangai - Letras e Músicas

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Abc do Preguiçoso

Marido se alevanta e vai armá um mundé Prá pegá uma paca gorda prá nóis cumê um sarapaté Aroeira é pau pesado num é minha véia Cai e machuca meu pé e ai d´eu sodade Marido se alevanta e vai na casa da tua avó

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Pisa Manero

Pisa no chão, pisa manero Quem não pode com a formiga Não assanha formigueiro Pisa manero, pisa devagar Pisa de mansinho Pra num assanhar Eu vou falar da formiga, formigazinha Formigueiro na cozinha Formiga preta não é sararazinha É uma pequenininha Morde e queima pra danar Segura a língua Num deixa a língua

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Matança

Cipó Caboclo tá subindo na virola Chegou a hora do Pinheiro balançar Sentir o cheiro do mato, da Imburana Descansar, morrer de sono na sombra da Barriguda De nada vale tanto esforço do meu canto Pra nosso espanto tanta mata haja vão matar Tal Mata Atlântica e

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Kukukaya

São quatro jogadores, nesta mesa Frente a frente para jogar São quatro cabra de peia No desafio do jogo da bruxa Em noite de lua cheia São quatro jogadores, nesta mesa Dando as cartas, no jogo surdo da vida Kukukaya, eu quero você pra mim Kukukaya, mas olha esse

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Meninos

Vou pro campo No campo tem flores As flores tem mel Mas a noitinha Estrelas no céu, no céu, no céu No céu da boca da onça é escuro Não cometa não cometa Não cometa furo Pimenta malagueta não é Pimentão tão, tão, tão Vou pro campo Acampar no mato No mato tem

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Ei, Flor

Ei flor Cadê o cheiro que ocê prometeu Ei flor Não venha dizer que se esqueceu Ei flor será que não se lembra mais d'eu Ei flor daquele cravo de juntin' seu Amor nosso brinquedo no pé de juá Ei flor não esconda vê se vem me dar Amor será que se esqueceu de

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Nois é Jeca Mais é Joia

Xangai - Nois é Jeca Mais é Joia Se farinha fosse americana mandioca importada banquete de bacana era farinhada Andam falando qui nóis é caipira qui a nossa onda é montar a cavalo qui a nossa calça é amarrada com imbira qui a nossa valsa é briga de galo Andam

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A Função

Vem João trais as viola siguro na mão pega a manduréba atiça os tição carrega pru terrêro os banco e as cadêra e chama as minina prá rodá o baião Nós dois sentado junto da foguêra vamo fazê a nossa brincadêra e cantá a lijêra moda de lovação em

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Estampas Eucalol

Xangai - Estampas Eucalol Montado no meu cavalo Libertava prometeu Toureava o minotauro Era amigo de teseu Viajava o mundo inteiro Nas estampas eucalol A sombra de um abacateiro Ícaro fugia do sol. Subia o monte Olimpo Ribanceira lá do quintal Mergulhava até netuno No oceano abissal São Jorge ia prá lua Lutar contra o

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Curvas do Rio

Vô corrê trecho Vô percurá u'a terra preu pudê trabaiá prá vê se dêxo essa minha pobre terra véia discansá foi na Monarca a primeira dirrubada dêrna d'intão é sol é fogo é tái d'inxada me ispera, assunta bem inté a bôca das água qui vem num chora conforma mulé eu volto se assim

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Brincadeira Na Fogueira

Tem tanta fogueira Tem tanto balão Tem tanta brincadeira todo mundo no terreiro faz adivinhação Meu São João eu não Eu não tenho alegria Só porque não vem Só porque não vem Quem tanto eu queria (bis) Danei a faca No tronco da bananeira Não gostei da brincadeira Santo Antonio enganou Sai correndo Lá pra beira

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Quem Casou, Casou!

Mas eu já fiz Um pedido a santo antonio Pra ele me ajudar Pra fazer meu matrimônio Ele me disse Que não importava mais Que o caso de ajudar Tá passando ele prá trás Antigamente muita gente ele ajudou O dinheiro da promessa ninguém não pagou Tem muitas delas pra casar

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Ai D’eu Sodade

Marido se alevanta e vai armá um mundé prá pegá u'a paca gorda prá nós cumê um sarapaté Aruera é pau pesado, nué minha véa cai e machuca meu pé e ai d'eu sodade Intonce marido se alevanta e vai na casa da tua vó buscá a ispingarda

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Gírias do Norte

O Zé do Brejo quando se casariô Ele me convidariô Pruma quadrilha eu marcariá Marcariei uma quadrilha ritimada Fui até de madrugada Todo mundo cum seu pariá Alavantuí, chã-de-dama anarrariê Cantei côco pra valê Todo mundo cum seu pariá Brincarei na festa de casamento Da filha de Pedro Bento Na fazenda Caiucariá O

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Natureza

É o céu uma abóbada aureolada Rodeada de gases venenosos Radiantes planetas luminosos Gravidade na cósmica camada Galáxia também hidrogenada Como é lindo o espaço azul-turquesa E o sol fulgurante tocha acesa Flamejando sem pausa e sem escala Quem de nós pensaria apagá-la Só o santo doutor da natureza De tais

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Violêro

Vô cantá no canturi primero as coisa lá da minha mudernage qui mi fizero errante e violêro eu falo séro i num é vadiage i pra você qui agora está mi ôvino juro inté pelo Santo Minino Vige Maria qui ôve o qui eu digo si fô mintira

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Galope À Beira-mar Soletrado

No ma-ti-nal a me-ren-da re-co-men-da ser só fru-gal pas-ta den-tal de es-co-var de-ve la-var com co-li-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar Não dei-xe o in-tes-ti-no fi-car fi-no que só fei-xe co-ma pei-xe no pa-la-dar um ca-la-mar es-ca-lo-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar Um ex-em-plo de gi-gan-te ru-mi-nan-te um ca-me-lo pa-ta pe-lo ru-di-men-tar pa-ra ma-tar se-re-le-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar Es-car-la-te tan-ge-ri-na vi-ta-mi-na no to-ma-te a-ba-ca-te ver-de po-mar pa-ra cor-tar tos-se gri-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar Um re-gi-me de ver-da-de li-ber-da-de é seu ti-me é su-bli-me ser po-pu-lar par-la-men-tar par-ti-ci-pe no ga-lo-pe da

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Pequenina

São tão claros os presságios e os encontros dessa vida Quando as partes combinadas surgem numa mesma estrada E na dimensão dos sonhos sobre a sombra das palavras É que eu mando um abraço pra ti pequenina Flor vermelha tão cheirosa, tão bonita e amorosa Onde a essência dessa estória paira plena

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Meu Cariri

No meu cariri Quando a chuva não vem Não fica lá ninguém Somente Deus ajuda Se não vier do céu Chuva que nos acuda Macambira morre Xiquexique seca Jiriti se muda Se meu Deus der um jeito De chover todo ano Se acaba o desengano A meu viver lá é certo No meu cariri Pode

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O Bolero de Isabel

É um nó dado por São Pedro Desarrochado por São Cosme e Damião É u'a paixão, é a sensação de um repente Igual ao quente do miolo do vulcão Quer ver o bom, é o aguado quando leva açúcar É ter a cuca açucarada num beijo