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Zé Carreiro e Carreirinho - Letras e Músicas

Zé Carreiro e Carreirinho

Peito Sadio

Foi as quatro horas da manhã, meu cachorro de guarda latiu, levantei para ver o que era, e vesti meu casaco de frio, então vi que chegou um mensageiro, amuntado num burro turdio, apiou e me disse bom dia ! E o bolso da

Zé Carreiro e Carreirinho

Ranchinho de Taquara

Eu nasci naquela serra Num ranchinho beira chão Eu adoro a minha terra Lá foi minha criação Só não ama sua terra Quem não tiver coração Meu ranchinho é de taquara Marradinho de cipó A noite é lua clara Só se escuta o chororó Piando naquelas furnas Lá prá queles cafundó De lá

Zé Carreiro e Carreirinho

Canoeiro

Domingo de tardezinha, eu estava mesmo a toa convidei meu companheiro, pra ir pescar na lagoa Levemos a rede de lanço Ai, ai fomos pescar de canoa Eu levei meus apreparos pra dar uma pescada boa Eu sai logo sereno, levando minha canoa Cada remada que eu

Zé Carreiro e Carreirinho

Bombardeio

Ai do jeito que me contaram, o negócio pra mim ta feio Ja fizeram uma reunião, já formaram esse torneio A respeito a contaria querem me tirar galeio Pra rebaixar meu nome já aplicaram todo meio Já mandaram fazer moda e essa moda já veio Vieram

Zé Carreiro e Carreirinho

Último Adeus

Vem a aurora raiando distante. Vou-me embora daqui soluçando Seu amor para outro pertence. Não convém mais ficar esperando. Se seus lábios ingratos pudessem. Despedindo se unirem aos meus. Nesta valsa sentida que eu canto, Ouviria baixinho meu último adeus. Adeus... Talvez não te vejo mais. Se ouvir... Dentro da

Zé Carreiro e Carreirinho

Rancho Da Felicidade

Lá onde moro é um lugar muito deserto Fica longe, não é perto Mas da bem pra se morar Lá onde moro qualquer um eu sei que mora Com a mulher que a gente adora Se vive em qualquer lugar Lá onde moro não tem rua asfaltada Tem

Zé Carreiro e Carreirinho

Duas Cartas

Eu arrecebi uma carta Foi meu bem que me escreveu Abri a carta pra lê A minha corage não deu Só pude ler duas linhas Minha vista escureceu Ao ler a triste notícia Que meu bem desprezô eu Com esse gorpe doído Que meu coração sofreu Maginei a minha vida O que

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Despedida de Solteiro

Meus amigos e colegas Das noites enluarada Dos violões em serenata No romper da madrugada Hoje dou a despedida Pra vocês companheirada Deixo a minha mocidade Aqui nesta encruzilhada Vocês vão por um caminho Eu sigo por... outra estrada Vou deixar a serenata No passado sepultada No clarão da lua cheia Na poeira das

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Pirangueiro

Construí o meu ranchinho marradinho de cipó Na beira do rio Mogi, lá praqueles cafundó Naquela beira de rio, sem vizinho eu moro só Quando chega a tardezinha que já vai sumindo o sór Preparo meu viradinho meu piquá de tiracolo Eu sórto a minha canoa,

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Roceiro

O caboclo sertanejo não se acostuma na praça Pois eu troco seu ranchinho lá da vila quisasa Pruma casa na cidade nem que seja de vidraça,ai,ai Quando amanhece chuvoso naquele dia que passa Ele segue pro serviço, mas Deus planta e deixa a caça Aquelas beira de rio nesta tarde se disfarça,ai,ai O

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SUCURI

Me contou um pescador que no rio Itararé. Na barranca desse rio mora uma cobra cruel. Esta cobra quando pia tem que vê como é que é. Deixa o povo do lugar todos de cabelo em pé. Um dia eu fui pescar e levei o

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Oceano da Vida

Vejo no espelho o meu rosto envelhecido Qual oceano após a sanha de um tufão A espuma branca são meus cabelos grisalhos Minha calvice é a praia da ilusão As minhas rugas são as ondas traiçoeiras Que se avolumam com os fortes vendavais Meus olhos fundos são

Zé Carreiro e Carreirinho

Minha Vida

Trago na lembrança Quando era criança Morava na roça E gostava da troça Do munjolo d'água Da casa de tábua Quando o sol saía Invernada eu subia Pras vaca leiteira Tocar na mangueira Fui muleque sapeca Levado da breca Gostava da viola E ainda ia na escola Eu ia todo dia Numa égua tordilha Era meu destino Já

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Cruel Destino

Helena uma linda moça Filha de um rico doutor, ai Adalto era um moço pobre Mas muito trabalhador Se amavam desde criança E cresceram naquele amor Pra Heleninha era só esse, ai Que aliviava a sua dor Seu coração já estava entregue Pra aquele botão de flor No jardim que se

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Ferreirinha

Eu tinha um companheiro por nome de Ferreirinha Nós lidava com a boiada desde nós rapazinho Fomos buscar um boi bravo no campo de Espraiadinho Era vinte e dois quilômetros da cidade de Pradinho Nós chegamo no tal campo cada um seguiu prum lado Ferreirinha foi

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Esqueça Tua Maria

Eu sei de gente que anda aqui na redondeza Rindo da minha tristeza Do meu triste padecer Gente que sabe a vida feliz que tive Sabe até onde ela vive E não querem me dizer Se eu soubesse eu não ia condenar Só queria perguntar Porque foi que ela

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Sertanejo Solitario

Eu moro num campo triste, onde o rio faz um remanso Toda tarde eu penso a vida, no terreiro do meu rancho Olhando lá no banhado, jaburu parece ganso Codorna pia macio, e a perdiz pia de avanço ai A saudade me aperta, desde a

Zé Carreiro e Carreirinho

Mulato Gordo

Fui cantá numa festa em terras estranhas Cortamos ataio por trás das montanhas Lá já me disseram vocês não estranha Notícia daqui, que vocês dois apanha Pois o tal desafio tinha fama tamanha Os home chegaram contando façanha Diz que é mais de cem desafio que eles

Zé Carreiro e Carreirinho

Saudades de Araraquara

Eu parti de Araraquara Com destino pra Goiás Quando eu vim da minha terra Travessei Minas Gerais Eu passei Campina triste Lagoa dos Aganais Os olhos que lá me viram De certo não me vê mais Fiz a minha embarcação Lá na estação do Brás Meu amor me procurava Noticia pelos jornais Eu

Zé Carreiro e Carreirinho

Infância é uma só

Hoje eu acordei chorando, eu sonhei com minha infância Sonhei com meus onze anos, todo cheio de esperança Vi minha casa de tábua, lá no alto a escolinha Quando vi o monjolo d'água, e mamãe fazendo farinha, Dizem que homem não chora, mas no sonho