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Zeca Afonso - Letras e Músicas

Zeca Afonso

Alípio De Freitas

Baía de Guanabara Santa Cruz na fortaleza Está preso Alípio de Freitas Homem de grande firmeza Em Maio de mil setenta Numa casa clandestina Com campanheira e a filha Caiu nas garras da CIA Diz Alípio à nossa gente: "Quero que saibam aí Que no Brasil já morreram Na tortura mais de

Zeca Afonso

Minha Mãe

O minha mae minha mae O minha mae minha amada Quem tem uma mae tem tudo Quem nao tem mae nao tem nada * Quem nao tem mae nao tem nada Quem a perde é pobrezinho O minha mae minha mae Onde estás que estou sózinho Estou sózinho no

Zeca Afonso

Grândola Vila Morena

Grândola, vila morena Terra da fraternidade O povo é quem mais ordena Dentro de ti, ó cidade Dentro de ti, ó cidade O povo é quem mais ordena Terra da fraternidade Grândola, vila morena Em cada esquina, um amigo Em cada rosto, igualdade Grândola, vila morena Terra da fraternidade Terra da fraternidade Grândola, vila

Zeca Afonso

Era Um Redondo Vocábulo

Era um redondo vocábulo Uma soma agreste Revelavam-se ondas Em maninhos dedos Polpas seus cabelos Resíduos de lar, Pelos degraus de Laura A tinta caía No móvel vazio, Congregando farpas Chamando o telefone Matando baratas A fúria crescia Clamando vingança, Nos degraus de Laura No quarto das danças Na rua os meninos Brincando e Laura Na sala de espera Inda

Zeca Afonso

Os Vampiros

No céu cinzento sob o astro mudo Batendo as asas pela noite calada Vêm em bandos com pés de veludo Chupar o sangue fresco da manada Se alguém se engana com seu ar sisudo E lhes franqueia as portas à chegada Eles comem tudo eles comem tudo Eles

Zeca Afonso

Maio, Maduro Maio

Maio maduro Maio, quem te pintou Quem te quebrou o encanto, nunca te amou Raiava o sol já no Sul, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru E uma falua vinha lá de Istambul Sempre depois da sesta

Zeca Afonso

Canção De Embalar

Dorme meu menino a estrela d'alva Já a procurei e não a vi Se ela não vier de madrugada Outra que eu souber será pra ti Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô Outra que eu souber na noite escura Sobre o

Zeca Afonso

Cantigas Do Maio

Eu fui ver a minha amada Lá p'rós baixos dum jardim Dei-lhe uma rosa encarnada Para se lembrar de mim Eu fui ver o meu benzinho Lá p'rós lados dum passal Dei-lhe o meu lenço de linho Que é do mais fino bragal Minha mãe quando eu morrer Ai chore

Zeca Afonso

Vejam Bem

Vejam bem que não há só gaivotas em terra quando um homem se põe a pensar quando um homem se põe a pensar Quem lá vem dorme à noite ao relento na areia dorme à noite ao relento no mar dorme à noite ao relento no mar E se

Zeca Afonso

Os Bravos

Eu fui à terra do bravo Bravo meu bem Para ver se embravecia Cada vez fiquei mais manso Bravo meu bem Para a tua companhia Eu fui à terra do bravo Bravo meu bem Com o meu vestido vermelho O que eu vi de lá mais bravo Bravo meu bem Foi um

Zeca Afonso

Venham Mais Cinco

Venham mais cinco, duma assentada que eu pago já Do branco ou tinto, se o velho estica eu fico por cá Se tem má pinta, dá-lhe um apito e põe-no a andar De espada à cinta, já crê que é rei d'aquém e além-mar Não

Zeca Afonso

Amor de Estudante

Dizem que amor de estudante Ai, não dura mais que uma hora Dizem que amor de estudante Ai, não dura mais que uma hora Só o meu é tão velhinho Inda se não for embora Só o meu é tão velhinho Inda se não for embora A cabra da

Zeca Afonso

Traz Outro Amigo Também

Amigo Maior que o pensamento Por essa estrada amigo vem Por essa estrada amigo vem Não percas tempo que o vento É meu amigo também Não percas tempo que o vento É meu amigo também Em terras Em todas as fronteiras Seja bem vindo quem vier por bem Se alguém houver que

Zeca Afonso

Cantar Alentejano

Chamava-se Catarina O Alentejo a viu nascer Serranas viram-na em vida Baleizao a viu morrer Ceifeiras na manha fria Flores na campa lhe vao pôr Ficou vermelha a campina Do sangue que entao brotou Acalma o furor campina Que o teu pranto nao findou Quem viu morrer Catarina Nao perdoa a quem

Zeca Afonso

Maria Faia

Eu não sei como te chamas Oh Maria Faia! Nem que nome te hei-de eu pôr Oh Maria Faia, oh Faia Maria! Cravo não, que tu és rosa Oh Maria Faia! Rosa não, que tu és flor Oh Maria Faia, oh Faia Maria! Não te quero chamar cravo Oh Maria

Zeca Afonso

Milho Verde

Milho verde, milho verde Milho verde maçaroca À sombra do milho verde Namorei uma cachopa Milho verde, milho verde Milho verde miudinho À sombra do milho verde Namorei um rapazinho Milho verde, milho verde Milho verde folha larga À sombra do milho verde Namorei uma casada Mondadeiras do meu milho Mondai o meu milho

Zeca Afonso

Que Amor Não Me Engana

Que amor nao me engana Com a sua brandura Se da antiga chama Mal vive a amargura Duma mancha negra Duma pedra fria Que amor nao se entrega Na noite vazia? E as vozes embarcam Num silêncio aflito Quanto mais se apartam Mais se ouve o seu grito Muito à flor das àguas Noite

Zeca Afonso

Chamaram-me Cigano

Chamaram-me um dia cigano e maltês Menino, não és boa rês Abri uma cova na terra mais funda Fiz dela a minha sepultura Entrei numa gruta matei um tritão Mas tive o diabo na mão -Bis Havia um comboio já pronto a largar E vi o diabo a

Zeca Afonso

Os Índios Da Meia-Praia

Aldeia da Meia-Praia Ali mesmo ao pé de Lagos Vou fazer-te uma cantiga Da melhor que sei e faço De Monte-Gordo vieram Alguns por seu próprio pé Um chegou de bicicleta Outro foi de marcha a ré Houve até quem estendesse A mao a mae caridade Para comprar um bilhete De paragem

Zeca Afonso

O Que Faz Falta

Quando a corja topa da janela O que faz falta Quando o pão que comes sabe a merda O que faz falta O que faz falta é avisar a malta O que faz falta O que faz falta é avisar a malta O que faz falta Quando nunca a