Menu

Zilo e Zalo - Letras e Músicas

Zilo e Zalo

O Milagre do Ladrão

Um inocente com seis anos de idade triste vivia por não poder caminhar Sempre sentado numa cadeira de rodas olhava triste seus amiguinhos brincar Sua mãezinha muito pobre lhe dizia todas as noites na hora de se deitar Filho querido você vai ficar curado

Zilo e Zalo

Alma do Ferreirinha

Eu parei na invernada da fazenda Água Fria Pra descansar a boiada até o raiar do dia Os peões da comitiva que nesta tarde folgava Foram todos pra cidade comprar o que precisava Eu deitei na minha rede procurando descansar Mais nesta hora pensei que o

Zilo e Zalo

Feitiço Espanhol

Ela chegou com o circo Dedilhava castanhola Era morena e bonita Era meiga, era espanhola Tinha os olhos cor da noite E os lábios cor de cereja Seu rosto tinha a beleza De uma tarde sertaneja Quando a viu cheia de graça Na volúpia do bailado Ele cheio de esperança Ficou logo

Zilo e Zalo

Lição de Caboclo

Enquanto o Trindade louvava o Divino Surgiu um grã-fino num certo salão Falando horrores com ares de troça Da gente da roça que cuida do chão Mais entre os presentes um moço que ouvia Com diplomacia chamou-lhe atenção Eu venho pedir-te se mau brasileiro Que trate o roceiro

Zilo e Zalo

A Volta do Seresteiro

Companheirada eu aqui estou de novo Foi a saudade que me obrigou voltar Quem foi criado pelos braços deste povo Em outros cantos nunca pode acostumar Vocês bem sabem a razão que eu fui embora E até jurei de nunca mais voltar aqui Pois a mulher que

Zilo e Zalo

Caminheiro

Caminheiro que lá vai indo Pro rumo da minha terra Por favor faça parada Na casa branca da serra Ali mora uma velhinha Chorando o filho seu Esta velha é minha mãe E o seu filho sou eu Oh ..... caminheiro, leva este recado meu Por favor diga pra mãe Zelar

Zilo e Zalo

Vingança do caçador

Num ranchinho beira córrego lá no fundo do grotão. Naquela noite de geada era só recordação. Um rapaz ao pé do fogo acariciando um velho cão. Ouvia de sua mãe a cruel revelação. Faz muitos anos meu filho você era um inocente. Seu pai estava caçando

Zilo e Zalo

Chora coração

Chora baixinho coração dentro do peito Porque não tem outro jeito seu remédio é chorar Quem você ama para sempre foi embora E enquanto você chora Alguém sorri em seu lugar Chora baixinho coração apaixonado O seu pranto magoado ninguém pode consolar Você soluça transbordando sua mágoa Com os

Zilo e Zalo

Aurora do Mundo

Quem teve os amores que tive na vida É gente entendida na mágoa e na dor E sabe por certo que um doce carinho Às vezes é espinho em forma de flor Estando sofrendo aqui na cidade A louca saudade de um certo amor Busquei o remédio

Zilo e Zalo

Encontro Milagroso

Mesmo sabendo Que era contra a lei divina Um certo homem Sem piedade foi embora Deixou a esposa e um filhinho Entre soluços. E foi pra longe por esse mundo a fora. E foi assim que longos anos Se passaram Em sua casa ele não mais regressou. O seu filhinho foi

Zilo e Zalo

Grande Esperança

A classe roceira e a classe operária Ansiosas esperam a reforma agrária Sabendo que ela dará solução Para situação que está precária. Saindo projeto do chão brasileiro De cada roceiro ganhar sua área Sei que miséria ninguém viveria E a produção já aumentaria Quinhentos por cento até na pecuária! Esta

Zilo e Zalo

Caminhos da Vida

Pelos caminhos tão espertos desta vida À procura de guarida vim findar minha ilusão Até que um dia já cansado e sem amigos Encontrei meu doce abrigo no calor de um coração Muito obrigado, princesinha tão querida Esperança colorida que o destino me enviou Agora o gosto

Zilo e Zalo

Alma Inocente

Uma mulher que foi meu sonho adorado Tornou-se um dia a rainha do meu lar Mas numa noite pelo ciúme enfeitiçado Sem ter motivo eu jurei que irei matar Ela foi embora e não deu a despedida Ao inocente que dormia em seu bercinho Foi arrastada pela

Zilo e Zalo

Recordação

Para que recordar um amor Que já deu seu adeus para sempre Não adianta gostar de alguém Que não gosta um pouquinho da gente Não adianta beijar o retrato De quem foi para não mais voltar Não adianta reler as cartinhas E também não adianta chorar Quando alguém vai

Zilo e Zalo

Caboclo na Cidade

Seu moço eu já fui roceiro No triângulo mineiro Onde eu tinha o meu ranchinho Eu tinha uma vida boa Com a Isabel minha patroa E quatro barrigudinhos Eu tinha dois bois carreiros Muito porco no chiqueiro E um cavalo bom, arriado Espingarda cartucheira Quatorze vacas leiteiras E um arrozal no banhado Na

Zilo e Zalo

A Porteira

O rangido da porteira pela estrada deserta Numa noite enluarada minha tristeza desperta Para quem vive esperando é um aviso de alerta Para uma alma ferida é uma saudade aberta. {Estribilho} Bate porteira na raiz do coração Bate porteira o meu peito é seu mourão. A porteira quando

Zilo e Zalo

Castelo de Areia

A minha viola foi feita de pinho Com ela eu já tive prazer e alegria Todas tardes no meu ranchinho Tocando e cantando eu me distraía Tenho meu cavalo, um belo tordilho Um gado de raça que eu selecionava À tardinha eu dava uma ração de milho Cavalo

Zilo e Zalo

Siriema

Pelos campos do Brasil, siriema vai cantando, sem saber que está matando de saudade um trovador, mas também meu pensamento passeando emocionado pelos campos do passado revivendo um velho amor. Que saudade siriema das manhãs em que eu ia para as festas

Zilo e Zalo

Couro de Boi

"Conheço um velho ditado desde os tempos dos zagais, Um pai trata deis fio, deis fio num trata um pai, Sentindo o peso dos anos, sem podê mais trabaiá, Um veio peão estradeiro, com seu fio foi morá, O rapaiz era casado, e a muié

Zilo e Zalo

A Vida de São Sebastião

"O soldado Sebastião com seu uniforme dourado Era o comandante da guarda daquele grande reinado No antigo império romano era o primeiro soldado Braço direito do rei, por ele muito estimado Naquela era distante o cristão era condenado Se acreditassem em Deus era logo sacrificado O rei